Suspeito de assédio em trem da CPTM apanha e é preso em SP; veja vídeo

Por LORENA BARROS

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Um homem foi preso em flagrante na manhã desta quarta-feira (4) por suspeita de assediar sexualmente uma passageira dentro de um vagão da linha 11-Coral da CPTM.

Vítima percebeu que o homem se esfregava nela durante a viagem e confrontou o suspeito. O caso aconteceu quando o trem, que saiu de Mogi das Cruzes, no Alto Tietê, estava a caminho da estação Tatuapé, na zona leste de São Paulo, por volta das 8h30.

Momento em que o homem é confrontado e apanha de testemunhas foi gravado. O vídeo, obtido pelo UOL, mostra que a vítima grava o suspeito com a calça molhada. Ele leva socos de outros passageiros, cai no chão e leva um chute.

Ensanguentado, ele chega a dizer que vai sair do vagão com a mulher quando ela pede ajuda para denunciar o caso. Uma equipe da CPTM acompanhou a vítima e o suspeito até a delegacia quando o trem parou na estação Tatuapé.

Ao UOL, a mulher explicou que estava a caminho do primeiro dia de trabalho quando foi assediada. Ela foi levada à 5ª Delegacia de Defesa da Mulher no meio da manhã e continuava no local às 13h30 aguardando o término do registro do BO.

Segundo a vítima, o homem foi levado ao pronto-socorro para passar por atendimento médico. Ele deve ser colocado à disposição da Justiça após retornar à delegacia.

Em nota, a CPTM informou que a vítima foi recebida pelo Espaço Acolher e que o homem foi detido com ajuda de seguranças. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o caso seguia em registro na tarde de hoje.

O nome do suspeito preso não foi divulgado pela polícia e o UOL não conseguiu acesso à defesa dele até o momento. O espaço está aberto para manifestação e será atualizado se a identidade do homem for divulgada.

Quem comete um assédio do tipo dentro do trem pode responder por importunação sexual, considerada crime no Brasil desde 2018. A punição prevista para a importunação sexual é de um a cinco anos de reclusão.

COMO DENUNCIAR VIOLÊNCIA SEXUAL

Vítimas de violência sexual não precisam registrar boletim de ocorrência para receber atendimento médico e psicológico no sistema público de saúde, mas o exame de corpo de delito só pode ser realizado com o boletim de ocorrência em mãos. O exame pode apontar provas que auxiliem na acusação durante um processo judicial, e podem ser feitos a qualquer tempo depois do crime. Mas por se tratar de provas que podem desaparecer, caso seja feito, recomenda-se que seja o mais próximo possível da data do crime.

Em casos flagrantes de violência sexual, o 190, da Polícia Militar, é o melhor número para ligar e denunciar a agressão. Policiais militares em patrulhamento também podem ser acionados. O Ligue 180 também recebe denúncias, mas não casos em flagrante, de violência doméstica, além de orientar e encaminhar o melhor serviço de acolhimento na cidade da vítima. O serviço também pode ser acionado pelo WhatsApp (61) 99656-5008.

Legalmente, vítimas de estupro podem buscar qualquer hospital com atendimento de ginecologia e obstetrícia para tomar medicação de prevenção de infecção sexualmente transmissível, ter atendimento psicológico e fazer interrupção da gestação legalmente. Na prática, nem todos os hospitais fazem o atendimento. Para aborto, confira neste site as unidades que realmente auxiliam as vítimas de estupro.