Grávida é suspeita de matar padrasto para defender mãe de agressões em SP
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Um homem morreu após ser esfaqueado pela enteada na madrugada de hoje em Suzano, na Grande São Paulo.
O homem, 37, brigava com a companheira, mãe dela. Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), o casal estava em casa, na rua Antônio Felix Pinto, quando teve um desentendimento a respeito de uma suposta traição por volta das 3h.
Durante a discussão, ele teria agredido a mulher com socos. De acordo com o relato da esposa à polícia, a filha, de 19 anos e que está grávida de nove meses, interveio na situação para conter as agressões.
A gestante, então, teria dado uma facada no padrasto. Logo após o crime, ela fugiu da residência, enquanto o ferido foi socorrido por um conhecido ao Hospital e Maternidade da cidade, mas não resistiu aos ferimentos.
A enteada ainda não foi encontrada. A Polícia Civil informou que investiga o caso para esclarecer as circunstâncias da morte e a "possível ocorrência de legítima defesa".
A suspeita não teve a identidade revelada. Por isso, o UOL não pôde localizar sua defesa, mas o espaço segue aberto para manifestação.
EM CASO DE VIOLÊNCIA, DENUNCIE
Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.
Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.
Também é possível realizar denúncias pelo número 180 -Central de Atendimento à Mulher- e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.
