Policial de SP encontrada morta tinha sinais de lesões no pescoço, aponta laudo

Por ANDRÉ FLEURY MORAES E PAULO EDUARDO DIAS

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O laudo do IML (Instituto Médico Legal) que analisou o corpo da PM Gisele Alves Santana, 32, encontrada morta dentro de sua casa no Brás, em São Paulo, diz que a policial apresentava lesões no pescoço e no rosto com sinais de dedos e unhas ao redor delas.

O relatório foi encaminhado ao inquérito que investiga o caso. Policiais se dirigiram ao apartamento de Santana a partir de um chamado de seu marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que disse durante a ligação ter ouvido um disparo de arma de fogo enquanto estava no banho.

A Folha enviou mensagens ao celular do advogado nesta terça (10), mas não recebeu retorno até a publicação deste texto.

A policial chegou a ser socorrida, mas não resistiu.

Além das lesões, o laudo do IML diz também que não foram encontrados sinais típicos de defesa no corpo dela.

O episódio havia sido registrado a princípio como suicídio, mas divergências apontadas ao longo das primeiras investigações levaram as autoridades a classificar o caso como morte suspeita.

Gisele integrava a PM havia mais de dez anos e exercia função administrativa. Ela deixa uma filha, de um relacionamento anterior. Pessoas próximas afirmaram em depoimento que o casamento enfrentava conflitos recentes.