Guia para não se perder entre tantos apps de carregamento (e por que em breve você não vai precisar deles)
A experiência de dirigir um carro elétrico ainda tem um obstáculo muito incômodo: o excesso de aplicativos no celular para poder carregar energia na rua. Muitos condutores saem para a estrada e se deparam com uma coleção de plataformas, cadastros e senhas que só complicam um processo que deveria ser tão simples quanto abastecer.
Ter o dispositivo cheio de ferramentas digitais que você usa uma vez a cada três meses não é prático nem eficiente para quem busca liberdade ao volante. Felizmente, a indústria da mobilidade elétrica está passando por uma mudança radical para eliminar essa fricção e unificar os sistemas de pagamento de uma vez por todas.
O problema dos apps: por que temos esse caos?
A culpa de o seu celular parecer um catálogo de softwares de energia é o crescimento desordenado das redes. Cada empresa montou os seus próprios postos e decidiu que, para usá-los, você teria de passar pelo sistema digital dela. É um modelo que funcionou no início, mas que agora se tornou uma barreira para qualquer pessoa que queira viajar sem estresse. A boa notícia é que a indústria percebeu que isso não escala e começou a implementar soluções para que os carregadores se comuniquem entre si, independentemente de quem seja o dono do cabo que você está conectando.
A grande notícia para nós é que a interoperabilidade já não é uma promessa, mas sim uma realidade técnica que está se expandindo. Se você quiser se aprofundar em como as redes estão quebrando essas barreiras para que seja possível carregar em qualquer lugar com um único contrato, vai ser muito útil entender What is EV Roaming e como isso vai simplificar a vida de todos os condutores ainda este ano.
Soluções para empresas e grandes frotas
Se o caos dos aplicativos já é incômodo para um utilizador particular, para um gestor que tem dez ou vinte furgões elétricos isso é um pesadelo logístico. Não dá para esperar que os seus motoristas levem cinco cartões diferentes ou percam tempo gerindo faturas de três fornecedores distintos todos os meses. Nesses casos, o que se faz hoje é delegar toda essa complexidade nas mãos de especialistas, que garantem que a energia esteja sempre disponível sem que o negócio precise ser especialista em eletricidade.
As empresas estão adotando sistemas de gestão integral, nos quais deixam de se preocupar com a instalação, a manutenção e a faturação em separado. É aqui que entra o conceito de Fleet Charging as a Service, uma solução que permite às empresas focarem-se nas entregas ou nos seus serviços enquanto a infraestrutura de carregamento funciona sozinha em segundo plano. No fim das contas, trata-se de fazer com que a tecnologia trabalhe a nosso favor e não o contrário, eliminando a fricção de ter de gerir cada ponto de carregamento de forma individual.
Uma mudança de mentalidade nos negócios de carregamento
O futuro sem mil aplicativos também é impulsionado por uma mudança na forma como esses pontos são financiados e operados. Já não se trata apenas de vender máquinas, mas de oferecer um serviço contínuo e confiável. Os proprietários de estacionamentos ou centros comerciais estão percebendo que ser “donos” dos carregadores traz mais problemas do que benefícios, preferindo modelos em que pagam pelo uso e se esquecem das falhas técnicas ou das atualizações de software.
Essa abordagem moderna é o que conhecemos como Charging as a Service Business Model, e essa é a verdadeira razão pela qual em breve você verá carregadores em todos os lugares. Ao facilitar que qualquer estabelecimento instale pontos de carregamento sem um investimento inicial gigantesco, a rede torna-se muito mais densa. Quanto mais pontos existirem sob esse modelo de serviço, mais fácil será padronizar os sistemas de pagamento e deixar de exigir que baixemos um aplicativo diferente toda vez que paramos para descansar.