Linha 15 do metrô de SP tem falha elétrica e passageiros andam sobre os trilhos

Por Folhapress

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma falha em um dos trens da linha 15-prata do metrô de São Paulo fez com que passageiros descessem dos vagões e caminhassem sobre os trilhos, a cerca de 15 metros de altura, na tarde desta sexta-feira (2). O problema ocorreu na região da estação Vila Prudente, na zona leste da capital paulista.

De acordo com o Metrô, o problema foi causado por uma falha elétrica por volta das 16h30. "Em razão dessa interferência, o protocolo de esvaziamento de um trem foi acionado, com agentes do Metrô conduzindo os passageiros em segurança pela passarela de emergência, que conta ainda com telas abaixo, por medida de segurança", diz a companhia, em nota.

Segundo mapa dos trilhos do metrô, os trens da linha 15-prata e da 3-verde (os dois ramais são conectados exatamente na Vila Prudente) operavam em velocidade reduzida por volta das 18h.

Os trens, diz a nota, circulam em carrossel entre as estações Oratório e Jardim Colonial, com um trem circulando em via única entre as estações Vila Prudente e Oratório, além de ônibus do sistema Paese em apoio.

O monotrilho coleciona uma série de problemas desde sua inauguração em 2015.

Em fevereiro de 2020, o estouro de um pneu fez com que toda a linha ficasse paralisada durante cerca de cem dias. O sinistro deu origem a um inquérito civil público no Ministério Público de São Paulo.

Em setembro de 2023, um pneu do monotrilho da linha 15-prata se soltou e caiu em uma tela de proteção. O acidente ocorreu entre as estações Jardim Planalto e Sapopemba.

Em outubro do ano passado, a Promotoria do Patrimônio Público e o Metrô assinaram um acordo com o Consórcio Expresso Monotrilho Leste (CEML) que irá reverter R$ 41,2 milhões para manutenção e modernização de equipamentos da linha 15-prata.

O TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) foi assinado no fim de setembro e encerrou investigação sobre supostas irregularidades praticadas pelo consórcio, formado pelas empresas Alstom e Queiroz Galvão (atualmente Álya), responsável pela construção da linha e fornecimento dos trens.

O valor foi negociado como indenização por danos materiais e danos morais coletivos decorrentes de acidentes ocorridos no início da operação da linha.