Júri do caso Henry Borel, no Rio, terá seis mulheres e um homem
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O júri popular do caso Henry Borel, marcado para começar nesta segunda-feira (23) no 2° Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, será formado por seis mulheres e um homem.
Henry morreu em 2021, aos 4 anos. Jairo Souza Santos Júnior, o ex-vereador Jairinho, padrasto de Henry, e Monique Medeiros, a mãe, são os réus suspeitos de assassiná-lo.
Para a formação do júri popular o tribunal seleciona 15 pessoas para escolher sete. Defesa e acusação têm direito de excluir três jurados cada um, sem dar explicações.
A defesa de Jairinho afirma que não teve acesso a conteúdos completos de um notebook de Leniel Borel, pai de Henry Borel, e não teve tempo de verificar todo o conteúdo de um dos smartphones do pai e, por isso, vai tentar adiar o julgamento.
"A defesa não teve acesso ao conteúdo total ao computador do Leniel (Borel, pai de Henry)", diz Zazone. "A magistrada tentou dar celeridade facilitando o acesso à defesa, mas ele veio de forma tardia. O julgamento pode acontecer sem que a defesa tenha conhecimento total das provas".
O advogado Cristiano Medina, assistente de acusação, afirmou que "vai requerer à juíza que seja aplicada uma multa à defesa", caso a estratégia seja feita.
Os ritos do julgamento começaram às 10h20. Monique veste uma camiseta com o rosto de Henry Borel e chorou no início do julgamento.
Florence Rosa, representante da defesa de Monique, afirmou que a mãe de Henry é inocente, foi vítima de relacionamento abusivo e que vai defender a condenação do "verdadeiro" autor, que, segundo ela, é Jairinho.