Linha 4-amarela, do metrô de SP, começa escavação até Taboão da Serra
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um evento simbólico na manhã desta terça-feira (24), em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, marca o início das escavações da expansão da linha 4-amarela do metrô.
A ampliação vai ligar o centro da capital paulista até a cidade da região metropolitana de São Paulo.
Orçado em R$ 4 bilhões, o projeto levará entre 4 e 5 anos para ficar pronto, segundo o governo estadual. Ou seja, a entrega deve ocorrer entre 2030 e 2031.
A estimativa é que aproximadamente 50 mil novos passageiros passem a utilizar o sistema diariamente.
O tempo de deslocamento entre Taboão da Serra e a região central paulistana deverá ser de cerca de 30 minutos.
Nesta segunda-feira (23) começou a construção da futura estação Dutra, da linha 2-verde, em Guarulhos (também na região metropolitana). É a primeira obra de uma linha pública fora da cidade de São Paulo. A entrega, porém, deve ocorrer apenas em 2032.
Ao todo serão 3,3 km de túneis subterrâneos e duas novas estações da linha 4, Chácara do Jockey e Taboão da Serra.
O projeto também prevê a construção de uma subestação de energia, implantação de sistemas operacionais e a compra de seis novos trens, afirma o governo estadual.
O aditivo de contrato com a Motiva (antiga ViaQuatro), responsável pelo empreendimento e pela concessão da linha, foi assinado em setembro do ano passado.
Segundo a empresa, na etapa atual, as atividades ainda incluem implantação de canteiros, demolições, abertura de acessos técnicos e preparação dos terrenos onde serão construídas as novas estações e demais estruturas operacionais.
"Levar a linha 4-amarela até Taboão da Serra significa estruturar um novo eixo de mobilidade para a região metropolitana", diz em nota André Salcedo, CEO da plataforma de trilhos da Motiva.
Executada pelo Consórcio Expresso Linha 4, formado pelas construtoras EGTC e Teixeira Duarte, a extensão contempla a implantação de 13,2 km de trilhos, a utilização estimada de 150 mil m³ de concreto e a execução de mais de 3.000 projetos executivos desenvolvidos especificamente para a obra.
Neste momento, cerca de 300 profissionais já estão diretamente envolvidos nas atividades da ampliação da linha. No pico da obra, a estimativa é que aproximadamente 4.000 pessoas estejam mobilizados no projeto.
Até o momento, foram desenvolvidos estudos de viabilidade, relatório ambiental e os projetos básicos, que definem o traçado da extensão e o impacto das novas estações.
A escavação não usa tuneladora, ou tatuzão, como a máquina é conhecida, ao contrário da ampliação da linha 2-verde. Em vez disso, a técnica que será utilizada é o método NATM (novo método austríaco de tunelamento, na tradução), em que a escavação é feita de forma sequencial.
Segundo Ricardo Benício, diretor da extensão da linha, a complexidade da intervenção subterrânea é alta.
O projeto das novas estações prevê, entre outros, sistemas de drenagem contra enchentes por causa de mudanças climáticas.
A estação Chácara do Jockey, na Vila Sônia, na zona sul terá dois acessos pelo parque com o mesmo nome e pela avenida professor Francisco Morato. A estrutura contrará com plataformas laterais de 132 metros, dois elevadores e, quatro escadas rolantes. A profundidade média será de cerca de 20 metros em relação ao nível da rua.
A estação Taboão da Serra terá até 25 metros de profundidade. Às margens da rodovia Régis Bittencourt, contará com dois acessos, plataformas com 132 metros de extensão, dois elevadores e seis escadas rolantes.