Conheça a história de oito cidades diferentonas
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mesmo sendo ainda criança, você já deve saber que viajar é muito legal -não só para ir à praia ou conhecer a Disney, mas para reparar em como outros lugares foram construídos, como se organizam e como as pessoas dali vivem. Veja a seguir alguns exemplos de cidades inusitadas, que propõem diferentes maneiras de viver junto.
ROMA
A hoje capital italiana começou a ganhar cara de cidade por volta do ano 600 a.C., quando um pessoal bastante inteligente e civilizado que habitava o norte daquela região, os etruscos, começaram a reinar. Eles construíram redes de esgotos, estradas, pontes, e lugares como o Fórum Romano, onde as pessoas se reuniam para discussões, cerimônias e julgamentos.
Quando a monarquia caiu, Roma viveu cinco séculos sob uma república (ou seja, era comandada por representantes eleitos pelo povo), e outros cinco séculos sob um império, uma das maiores potências do seu tempo. Por ter sido palco de tanta história, a cidade é hoje um grande museu a céu aberto, onde ruínas milenares (como as do Coliseu, do ano 70 d.C.) convivem com a vida moderna
POMPEIA
No ano 79, o vulcão Vesúvio, na Itália, passou por uma erupção tão grande que as pedras e a lava expelidas soterraram uma cidade inteira. Era Pompeia, que ficou enterrada e esquecida por séculos. Ela só começou a ser redescoberta em 1748, quando o rei espanhol Carlos 3º, que dominava a região na época, ordenou algumas escavações na região.
Esse trabalho foi super importante para revelar como era a vida em Pompeia imediatamente antes da erupção, já que o soterramento manteve construções, artefatos e até pinturas nas paredes preservados ao longo do tempo.
VENEZA
Em vez de avenidas, Veneza tem canais de água; em vez de carros, são os barcos que cruzam de um lado para o outro. É que, por volta do século 5º, ao fugir das invasões bárbaras, o único refúgio que os romanos encontraram foi uma grande laguna (uma lagoa de água do mar, geralmente rasa) ao norte do mar Adriático.
Para construir sobre a água, eles fincaram milhares de troncos de madeira no fundo dessa laguna, que juntos formaram uma base sobre a qual foram erguidas as construções. Justamente por essa característica única, a cidade se tornou um grande ponto turístico do mundo, recebendo mais de 30 milhões de visitantes todos os anos.
MACHU PICCHU
Antes de Cristóvão Colombo descobrir o continente americano, em 1492, muitas civilizações já viviam por aqui -são os chamados povos pré-colombianos. A maior dessas civilizações foi a dos os incas, que construíram um grande império que se estendia do atual Equador até o Chile.
Por volta de 1450, esse império construiu uma cidade de pedras numa montanha a 2.430 metros de altitude mas, com a chegada dos espanhóis, tiveram de abandoná-la. O lugar ficou esquecido por cerca de 400 anos, até que um explorador americano, guiado pelos locais, encontrou as ruínas e as revelou ao mundo. Hoje, Machu Picchu é considerada uma das sete maravilhas do mundo moderno, recebendo 1,6 milhão de turistas todos os anos.
BRASÍLIA
Nos anos 1950, quando o então presidente Juscelino Kubitschek decidiu transferir a capital brasileira do Rio de Janeiro para o planalto central de Goiás, estava no auge um tal de modernismo, um jeito de pensar as cidades que propunha que elas fossem totalmente planejadas, para evitar repetir o caos das grandes metrópoles.
O auge do modernismo brasileiro na arquitetura foi, justamente, a construção de Brasília, que foi planejada e construída do zero. Diferentes de quase todas as outras, ela é toda setorizada: existe a Esplanada dos Ministérios, que abriga prédios do governo, as quadras (que são como grandes quarteirões) residenciais, as quadras comerciais (uma só para farmácias, outra só para pet shops), os setor hoteleiro e por aí vai.
PRIPYAT
Imagine só uma cidade completa, com parques, praças, casas, escritórios e até parque de diversões ?mas onde ninguém quer (e nem pode) viver. Essa é Pripyat, no norte da Ucrânia, fundada no começo dos anos 1970 para abrigar os trabalhadores que construíram a usina nuclear de Tchernóbil.
Em 1986, o maior acidente nucler da história obrigou os quase 50 mil habitantes a evacuar a cidade, deixando tudo para trás para que eles não sofressem os efeitos mortais da radiação. Os cientistas estimam que deve levar cerca de 900 anos para que aquela área possa ser habitada novamente com segurança.
CHONGQING
Com mais de 32 milhões de habitantes, essa cidade do sudoeste da China está entre as maiores do mundo. Mas ela ficou famosa mesmo pelo apelido de cidade 8D, como se tivesse oito dimensões. Isso por causa da geografia do lugar, bastante montanhosa, e dos prédios gigantescos, que às vezes são construídos nos vales, e às vezes, também no alto dos morros -todos eles conectados por praças, terraços e até por trens que atravessam os prédios como se estivessem atravessando túneis. É uma loucura. Você pode pegar o elevador no térreo, subir até o 22º andar de um prédio e sair? no térreo de novo.
QIDDIYA
Até o começo do século passado, as atuais metrópoles do Oriente Médio, como Dubai, eram apenas vilas de pescadores. Tudo mudou com a descoberta de grandes reservas de petróleo, que enriqueceram a região e a transformaram num novo polo de desenvolvimento de negócios e de turismo. Para atrair mais gente para lá, em 2017 a Arábia Saudita anunciou que construiria uma nova cidade, chamada Qiddiya, projetada para ser a capital mundial do entretenimento, com inúmeras opções de atrativos -entre elas, a Falcons Flight, maior e mais rápida montanha-russa do mundo, com 195 metros de altura e velocidade máxima de 250 km/h.