Ação no RJ mira grupo que usa tecnologia para trocar pornografia infantil
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A Polícia Civil do Rio de Janeiro, o Ministério Público e o Ministério da Justiça e Segurança Pública iniciaram nesta terça-feira (31) uma operação contra crimes de consumo, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil.
A ação prendeu uma pessoa em flagrante e levou outros dois alvos para prestar esclarecimentos na delegacia. Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados aos investigados, onde dispositivos eletrônicos usados para o crime são armazenados. A polícia não especificou, no entanto, em que parte do Rio de Janeiro as detenções foram feitas.
Investigação apontou que criminosos usavam redes P2P (peer-to-peer) para disseminar arquivos de abuso sexual infantil. Nesse tipo de sistema, usuários se conectam diretamente entre si e podem baixar e compartilhar conteúdos de forma automática a partir do que está armazenado nos próprios dispositivos.
Modelo descentralizado dificulta rastrear a origem e o destino dos arquivos. Segundo os investigadores, a identificação de envolvidos exige técnicas especializadas porque o tráfego de dados fica distribuído entre vários usuários, sem um servidor central.
Além disso, criminosos precisam instalar programas específicos para organizar e distribuir os arquivos de forma contínua e automatizada. Na prática, cada usuário atua ao mesmo tempo como receptor e fornecedor de conteúdo, o que amplia a circulação do material quando os aplicativos ficam em funcionamento.
Polícia tenta coletar provas e identificar outros possíveis envolvidos no esquema. Autoridades apontaram que esse tipo de tecnologia vem sendo utilizada com mais frequência para a disseminação de pornografia infantil.
Os três detidos não tiveram identidades divulgadas. Por isso, o UOL não pôde localizar suas defesas, mas o espaço segue aberto para manifestação.