Homem preso por feminicídio mata mulher durante saída temporária, diz filho
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Um homem condenado por feminicídio que estaria em saída temporária da prisão é suspeito de matar a companheira e tirar a própria vida em Ribeirão das Neves, na Grande BH, na noite de ontem.
Os corpos de Maria Lúcia de Oliveira, 50, e de Rerionaldo Gomes Pereira, 52, foram achados pelo filho das vítimas. À Polícia Militar, o homem de 34 anos disse que passou o dia sem conseguir falar com a mãe e decidiu ir até a casa onde ela estava. Ao chegar ao local, ele arrombou a porta e viu a mãe morta em uma cama e o pai morto no banheiro.
O corpo da mulher tinha sinais de esganadura e o do homem, sinais de suicídio. O filho do casal disse à polícia que o pai tinha um comportamento agressivo recorrente com a mãe e com os outros filhos.
Segundo o filho, o homem foi preso por feminicídio em 2016 e cumpria pena desde então. Ele disse ainda que o pai teria retomado o relacionamento com a mãe recentemente e que ela fazia visitas frequentes à prisão.
O local do crime passou por perícia e o caso foi encaminhado à Delegacia da Mulher de Ribeirão das Neves. Em nota, a Polícia Civil informou que aguarda o resultado dos laudos "para determinar as circunstâncias e a causa da morte".
Como casos de feminicídio são tratados sob segredo de Justiça, o UOL não conseguiu confirmar se o homem cumpria pena pelo crime. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais foi procurado e não se pronunciou até o momento. O espaço será atualizado se houver posicionamento.
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EM CASO DE VIOLÊNCIA, DENUNCIE
Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.
Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.
Também é possível realizar denúncias pelo número 180 -Central de Atendimento à Mulher- e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.
Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e através da página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses.
CENTRO DE VALORIZAÇÃO DA VIDA
Caso você esteja pensando em cometer suicídio, procure ajuda especializada como o CVV (Centro de Valorização da Vida) e os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade. O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil.