Astronautas da missão Artemis 2 presenciam eclipse solar
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Às 21h32 (de Brasília) desta segunda-feira (6), os quatro astronautas da missão Artemis 2 observaram um eclipse solar do espaço.
Após darem a volta no satélite e iniciarem a volta para a Terra, os americanos Reid Wiseman, 50, Victor Glover, 49, Christina Koch, 47, e o canadense Jeremy Hansen, 50, presenciaram o fenômeno quando a Lua ficou entre a espaçonave e o Sol.
Naquele momento, segundo a telemetria divulgada pela Nasa, a agência espacial dos EUA, a Orion estava viajando a 1.511 km/h e a uma distância de 8.380 quilômetros da Lua.
A tripulação pôde aproveitar bem a visão, uma vez que o evento tem a duração de cerca de uma hora.
Ela acompanhou o satélite cobrindo o Sol pouco a pouco até o astro desaparecer por completo. E depois a volta do brilho com o aparecimento da corona solar contrastando com o círculo escuro da Lua.
Uma das tarefas que os astronautas receberam da direção da missão foi fazer observações sobre a atividade do Sol naquele momento. "Incluímos orientações para que descrevam as características na coroa solar", disse Kelsey Young, líder da diretoria de missões científicas da Nasa, em uma entrevista na noite deste sábado.
A missão começou na quarta-feira (1º), quando o foguete SLS partiu do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, Estados Unidos.
A aproximação máxima da Lua aconteceu às 20h02 desta segunda, quando a Orion viajou a cerca de 6.550 quilômetros da superfície lunar. Cinco minutos depois, a cápsula atingiu seu máximo afastamento da Terra, a 406.773 quilômetros do planeta, quebrando o recorde da tripulação da Apollo 13, que em 1970 esteve a 400.171 km do planeta, em 15 de abril daquele ano.
Em meio à passagem pelo lado oculto da Lua, houve um apagão de 40 minutos, quando os sinais de rádio caíram. Mas isso era esperado, diz a Nasa, e também foi visto nas missões Artemis 1, no fim de 2022, e do programa Apollo.
Ainda nesta noite haverá uma reunião entre a tripulação e especialistas da Nasa em terra para que a agência possa extrair o máximo de informações dos astronautas acerca do que viram.