Polícia prende três suspeitos de integrar quadrilha que aplica golpes contra idosos em SP

Por FRANCISCO LIMA NETO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Agentes do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), da Polícia Civil de São Paulo, prenderam três suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em aplicar golpes bancários em idosos, na zona norte da capital paulista.

As prisões fazem parte da Operação Chamada Bancária, coordenada pela 2ª DIG (Delegacia da Divisão de Investigações Gerais), responsável por apurar crimes de fraudes financeiras e econômicas. A ação busca cumprir cinco mandados de prisão temporária e outros sete de busca e apreensão. Até o momento, três investigados foram presos.

O esquema contava com estrutura tecnológica sofisticada para enganar as vítimas e tinha o menos cinco operadores, segundo as investigações.

Os criminosos usavam um sistema automatizado de chamadas que simulava centrais telefônicas de bancos.

De posse de dados cadastrais obtidos de forma criminosa, os investigados entravam em contato com as vítimas fingindo ser funcionários de bancos. Durante o golpe, orientavam a pessoa a desligar a chamada e retornar a ligação para o número impresso no cartão bancário, para aumentar a credibilidade da abordagem.

Porém, de acordo com a polícia, mesmo encerrando a ligação, a linha telefônica continuava retida pelo sistema dos golpistas. Ao tentar fazer a nova chamada, a vítima continuava falando com integrantes da quadrilha, sem perceber a fraude.

Na sequência, outro criminoso assumia o contato, também se passando por funcionário do banco, e conseguia informações sensíveis, como senhas bancárias. Para finalizar o golpe, um falso motoboy ia ao endereço da vítima para pegar o cartão, afirmando que ele passaria por perícia e que eventuais valores seriam estornados.

Com os cartões e as senhas, os criminosos faziam transações financeiras e transferências via Pix.

Além de estelionato e organização criminosa, os investigadores apuram a possível relação da quadrilha com uma tentativa de latrocínio. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.