Gestão Nunes inicia processo para encerrar contrato de concessão do Vale do Anhangabaú

Por Folhapress

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) iniciou processo para encerrar contrato de concessão do Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo.

A concessionária Viva o Vale acumula 32 penalidades registradas por descumprimento das regras que somam mais de R$ 1,4 milhão em multas já aplicadas, segundo a prefeitura.

Em nota, a administração municipal disse que trâmite está em fase de apresentação de defesa da concessionária que tem até o próximo dia 22 para apresentar argumentos contrários ao encerramento do contrato. Com a caducidade do contrato, a gestão do espaço volta ao poder público.

A reportagem enviou mensagem de texto para a assessoria de imprensa da concessionária na tarde desta quinta-feira (9), mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

A gestão do Anhangabaú está desde 2021 sob responsabilidade do consórcio Viva o Vale, que é liderado pela WTorre, em uma concessão prevista para durar dez anos. A empresa é uma das principais gestoras de entretenimento do país e que na capital paulista também é responsável pelo Allianz Parque, o estádio do Palmeiras.

Ao longo dos últimos cinco anos, a gestão foi alvo de reclamações por excesso de barulho devido à programação de shows de música eletrônica que viravam a madrugada. Os acessos eram frequentemente fechados para atividades com cobrança de ingresso. A partir deste ano, a prefeitura impôs uma proibição para apresentações musicais após as 23h.

O anúncio do processo para a suspensão do contrato ocorreu após denúncia de que a Viva o Vale havia instalado um estacionamento pago no espaço.

A gestão Nunes disse ter notificado a concessionária nesta quarta-feira (8) pela instalação irregular do estacionamento, e apreendeu gradis, guarda-sol e demais acessórios que estavam no local.