Criminosos explodem agência do Banco do Brasil no interior de MG
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um grupo fortemente armado explodiu a lateral de uma agência do Banco do Brasil em Guidoval, na zona da mata de Minas Gerais, e assaltou a agência na madrugada desta sexta-feira (10).
O caso ocorreu por volta das 2h. Imagens de câmeras de segurança mostram que criminosos chegaram ao local em uma picape. Todos eles, cinco ao todo, desceram do veículo encapuzados e portando pistolas e fuzis.
Cerca de dois minutos depois, um deles estacionou o veículo alguns metros à frente. A explosão ocorre em questão de segundos. Um dos criminosos chegou a cair no chão neste momento.
Na sequência todos voltaram com uma mochila e foram embora. A picape foi encontrada incendiada na entrada de uma estrada rural a cerca de 20 quilômetros de Guidoval.
Não há detalhes da quantia levada. O BB disse em nota que colabora com as autoridades policiais e que não divulga mais informações por questões de segurança e para evitar atrapalhar as investigações.
A agência passa por perícia e está fechada até segunda ordem. O banco afirma que atua para restabelecer o atendimento o quanto antes.
A instituição declarou que os clientes que precisarem de atendimento presencial devem procurar agências de cidades vizinhas.
O local foi isolado na manhã desta sexta. Uma equipe do esquadrão antibombas foi direcionada até Guidoval e entrou na agência para analisar as circunstâncias da ocorrência.
A Polícia Federal foi procurada, mas não respondeu à reportagem até a publicação deste texto.
Conhecidos como "novo cangaço", ataques como esse são registrados no Brasil há quase uma década e atingem geralmente cidades pequenas, com menor efetivo policial e fácil acesso a rodovias. Bandidos usam explosivos e táticas militares para acessar as agências bancárias. A ação costuma ser rápida.
Guidoval, por exemplo, tem pouco mais de 7.000 habitantes segundo o Censo de 2022 e está às margens da rodovia MGC-120, sob responsabilidade do DER-MG (Departamento de Estradas e Rodagem de Minas Gerais).
Em 2018, quando casos do tipo chegaram a cidades do sertão nordestino, moradores passaram a enfrentar um problema em comum: a escassez de dinheiro em espécie.