Irmão de MC Ryan está entre os presos em operação da PF contra lavagem de dinheiro
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O influenciador Mateus Eduardo Magrini Santana, irmão de MC Ryan, alvo da Operação Narco Fluxo da PF (Polícia Federal) contra lavagem de dinheiro, também foi preso pela corporação.
Conforme a investigação, Mateus era responsável por receber o dinheiro movimentado, além de ser um dos divulgadores das plataformas de jogos de azar. A reportagem tentou contato com a defesa por meio da página de Santana no Instagram, mas não houve retorno na tarde desta quarta-feira (15).
Ele foi preso em Jundiaí, interior de São Paulo, em uma casa que pertence a MC Ryan, segundo a Polícia Militar, que participou da ação. O influenciador estava com o pai, Eduardo Magrini, conhecido como Diabo Loiro, apontado pela polícia como traficante internacional e membro do PCC. Ele chegou a ser preso em outra operação em outubro de 2025.
Eduardo Magrini é ex-padrasto de MC Ryan, a quem criou como filho. Mateus e Ryan têm relação próxima e compartilham imagens juntos em diversas ocasiões, incluindo viagens internacionais, com legendas sobre irmandade e família.
A Operação Narco Fluxo é um desdobramento da Operação Narco Bet. Ao todo, foram cumpridos 45 mandados de busca e aprensão. Dos 39 mandados de prisão temporária expedidos, 33 foram efetivamente cumpridos, afirmou a PF. Os mandados foram expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos, em endereços nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
Também foram presos MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, 31, dono da página Choquei.
A Choquei tem 27,1 milhões de seguidores no Instagram e 9,4 milhões no X e se apresenta como um meio para "fofocas exclusivas", com informações sobre celebridades, bastidores de programas de televisão e novidades do setor de entretenimento. A página pessoal dele tem 1,4 milhão de seguidores no Instagram.
Segundo a PF, profissionais do meio musical com milhares de seguidores nas redes sociais criaram um sistema sofisticado e complexo para movimentar recursos ilícitos. Eles mesclavam as atividades artísticas de parte dos investigados com transferências de criptoativos, transporte de dinheiro em espécie, e operações bancárias de alto valor.
A investigação afirma que o grupo movimentou R$ 1,6 bilhão em dois anos. Os envolvidos podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Durante o cumprimento das medidas, foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que subsidiarão o aprofundamento das investigações.