Guardas prendem argentino em flagrante sob suspeita de injúria racial em Copacabana, no Rio

Por Folhapress

CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - Um argentino de 67 anos foi preso em flagrante na segunda-feira (20) sob suspeita de cometer injúria racial contra uma jovem de 23 anos durante uma discussão em um mercado em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro.

A prisão foi feita por guardas do Grupamento de Guardas Motociclistas e da Subdiretoria Técnica de Trânsito. O nome dele não foi divulgado. A reportagem não identificou quem realiza a sua defesa.

A vítima contou aos guardas que estava na frente do homem em uma fila no mercado quando ele começou a reclamar da demora. Os dois acabaram discutindo e o homem proferiu xingamentos de cunho racista contra a jovem.

Outro homem argentino, que também estava na fila, ficou indignado com a situação e pediu ajuda aos guardas que estavam na região.

Os agentes detiveram o homem e o levaram até a 12ª Delegacia Policial, em Copacabana. Na delegacia, ele informou que reside no Brasil há pelo menos dois anos.

A Folha de S.Paulo procurou a Polícia Civil nesta quarta-feira (22), que se limitou a informar que ele foi autuado em flagrante por injúria racial.

Pela legislação brasileira, desde 2023 o crime de injúria racial foi equiparado ao racismo e passou a ter pena de dois a cinco anos de prisão, em caso de condenação.

Em janeiro, outro caso de injúria racial no Rio envolvendo uma mulher argentina ganhou repercussão. A advogada Agostina Páez, 29, foi presa na época sob suspeita de injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul. Ela está respondendo judicialmente pelo crime, pagou parte da indenização acordada e voltou à Argentina neste mês.

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