Vigilante haitiano é morto em canteiro de obras no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de SP
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O vigilante noturno haitiano Sylvio Volcy, 37, foi baleado e morto enquanto trabalhava em um canteiro de obra da ampliação do Aeroporto de Congonhas, na Praça Comandante Linneu Gomes, na zona sul de São Paulo.
Na madrugada de segunda-feira (20), a Polícia Militar foi acionada via Copom para atender a ocorrência no Portão 4 do aeroporto, onde a vítima fazia a segurança patrimonial. No local, o funcionário foi encontrado ferido, inconsciente e sem pulso. Havia manchas de sangue na camisa. O corpo estava com as pernas voltadas para o portão e a cabeça em direção à área da obra.
De acordo com as autoridades, foram realizadas manobras de reanimação, e o vigilante foi encaminhado à UPA Jabaquara, onde a morte foi confirmada. A causa foi um ferimento provocado por arma de fogo, com perfuração na região torácica.
Uma das testemunhas, o também funcionário da obra Edmar Oliveira, relatou que havia conversado com Sylvio na noite anterior. Segundo ele, o vigilante aparentava estar nervoso e não quis conversar. Antes de deixar o local, Edmar pediu que ele trancasse o portão com cadeado.
Ainda segundo o depoimento, Sylvio permaneceu sozinho na guarita, sem movimentação na obra. Por volta de 1h35, ao retornar pelo Portão 4, Edmar encontrou o portão semiaberto. Após chamar pelo colega e não obter resposta, entrou na área e, ao verificar o banheiro químico, encontrou o vigilante caído de bruços.
Outra testemunha, Guilherme da Silva, também funcionário da obra, afirmou que chegou ao local por volta de 1h43 e foi conduzido por Edmar até onde Sylvio estava. Diante da falta de resposta da vítima, acionaram o posto médico da concessionária Aena, que administra o aeroporto, e a Polícia Militar.
No local, foram identificadas manchas de sangue desde a guarita até o banheiro químico, onde o vigilante foi encontrado. Os pertences da vítima estavam dentro da guarita e não foram mexidos. Não foram localizados estojos de munição ou armas. O celular e o crachá estavam com a vítima.
Segundo informações, não há câmeras de monitoramento no ponto onde ocorreu o crime. Existe apenas uma câmera da concessionária Aena posicionada na estrutura próxima ao Portão 4, voltada para o lado direito de quem observa a entrada. Não há outras câmeras naquela área específica da obra.
A Aena esclareceu que a segurança dos canteiros de obras, contratação e gerenciamento dos funcionários é de responsabilidade da construtora contratada para a execução dos trabalhos.
A construtora foi contatada pela reportagem nesta quarta-feira (22), mas não respondeu até a publicação deste texto.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), o caso é investigado como homicídio pela 2ª Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur).