Morre jovem baleado no peito ao defender a namorada em assalto, em São Paulo
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O jovem baleado por criminosos enquanto tentava recuperar os celulares dele e da namorada roubados durante um assalto, em São Paulo, morreu, de acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública).
O crime ocorreu na rua Gomes de Carvalho, na Vila Olímpia, zona sul da capital paulista, no último dia 20 de abril.
A vítima, de 26 anos e que não teve o nome divulgado, correu atrás dos criminosos que haviam roubado os celulares do casal e acabou atingido por disparos.
Ele ficou ferido no peito, na clavícula e na mão. O jovem foi socorrido pelo Samu (Serviço de Atencimento Móvel de Urgência) e levado ao Hospital São Paulo, onde acabou morrendo dias após a internação, de acordo com a SSP.
Os criminosos fugiram em motos e até o momento não foram identificados pela polícia.
O caso foi registrado como latrocínio (roubo seguido de morte) e é investigado pela Polícia Civil, que realiza diligências para identificar, localizar e responsabilizar os autores do crime.
FERIADO VIOLENTO
O caso foi ao menos o quarto envolvendo vítimas baleadas durante assaltos no feriado de Tiradentes na zona sul da capital paulista. Na manhã de domingo (19), um homem de 46 anos foi morto em Moema ao tentar socorrer um casal que estava sendo roubado. Ele foi baleado pelo suspeito, que estava em uma moto.
Também no domingo, a agente da GCM (Guarda Civil Metropolitana) Sara Andrade dos Reis foi morta a tiros na rodovia dos Imigrantes. A suspeita é de latrocínio. A arma da agente foi levada pelos criminosos.
Na quinta-feira (16), um homem de 42 anos também foi morto ao tentar ajudar uma vítima a escapar de um assalto na Vila Calu. Ele jogou o carro contra os dois assaltantes, mas um deles conseguiu se levantar e atirou. O homem foi atingido na cabeça e morreu ainda no local.
Nos quatro casos, os suspeitos conseguiram fugir. Até o momento, ninguém foi preso. A SSP afirma que está investigando as ocorrências.
Secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública, o coronel Henguel Ricardo Pereira afirmou à Folha no último dia 22 que os sistemas de inteligência das polícias Civil e Militar foram acionados na tentativa de uma pronta resposta aos crimes em sequência na zona sul. "Uma força-tarefa foi criada para ter celeridade [na identificação e buscas aos criminosos]", declarou.
Henguel disse ter tido acesso ao "mapa de calor" que mostra onde há maior atuação de ladrões. Participou ainda de uma reunião com o comando da PM com o pedido de aumento da presença em áreas com mais ações criminosas, como roubo de celular e quebra vidros. Segundo ele, uma das estratégias será o aumento no número de policiais em motocicletas nas ruas, que devem percorrer grandes corredores.
Henguel afirmou que as polícias têm avançado nas investigações dos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) por meio da análise das imagens de câmeras de segurança.