Conferência na Colômbia pelo fim dos combustíveis fósseis tem dia de protestos
SANTA MARTA, COLÔMBIA (FOLHAPRESS) - A segunda-feira (27) foi recheada de ações ativistas na primeira conferência pelo abandono dos combustíveis fósseis (TAFF, sigla em inglês para "Transitioning away from fossil fuels"), em Santa Marta, na Colômbia.
A maior das manifestações foi a marcha pelo futuro livre dos combustíveis fósseis. O protesto ocupou ruas da cidade e passou pelo centro histórico de Santa Marta ?sem querer, inclusive, levando ao fim antecipado de uma entrevista coletiva de Irene Vélez-Torres, ministra do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Colômbia, e de Stientje van Veldhoven-van der Meer, ministra do Clima e do Crescimento Verde dos Países Baixos. O ponto final foi a praça Bolívar.
O protesto pedia pela eliminação total dos combustíveis fósseis, prioridade à soberania das comunidades indígenas e afrodescendentes e falava contra captura de carbono.
Estavam presentes representantes de diferentes países e povos indígenas. Por sinal, apesar de ter espaços separados para discussões e proposições, há uma considerável limitação de participação desses setores no segmento de alto nível, nesta terça (28) e quarta-feira (29), momento no qual ministros e outras autoridades de diversas nações se encontram na conferência.
A Folha de S.Paulo presenciou, na noite de segunda-feira, questionamentos direcionados a membros da organização da conferência e demonstração de insatisfação com tal participação mais reduzida neste momento final do encontro.
Outros manifestantes ocuparam, pela manhã, a frente de um porto na região destinado exclusivamente ao transporte de carvão, um combustível fóssil. Com máscaras de animais, os manifestantes carregaram para o local painéis solares e uma grande cobra de tecido.
Outra ação ocorrida na segunda ?dia em que também houve uma festa de abertura oficial da conferência? partiu do Greenpeace. No início da manhã, a ONG ocupou uma parte de uma das praias na região central de Santa Marta e estendeu frases na areia que diziam "energias renováveis impulsionam a paz", "fim dos combustíveis fósseis".
Houve também em todos os protestos menções a guerras, como a no Irã, que têm causado uma forte instabilidade na questão dos combustíveis fósseis e, consequentemente, impactos energéticos. A situação da faixa de Gaza também foi lembrada.
O encontro "Transitioning away from fossil fuels" (TAFF) começou na última sexta (24) em Santa Marta, em parceria com os Países Baixos, e se estende até esta quarta (29). Este é o primeiro evento internacional a reunir países que buscam abandonar os combustíveis fósseis.