Presidente afastado da UPBus é preso novamente em São Paulo

Por FRANCISCO LIMA NETO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ubiratan Antonio da Cunha, presidente afastado da empresa de ônibus UPBus, foi preso novamente, em São Paulo, após decisão judicial.

A prisão ocorreu na noite desta quarta-feira (6) após julgamento no TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) de recurso do Ministério Público do Estado de São Paulo que questionou a soltura dele.

O advogado Anderson Minichillo, que defende Ubiratan, o afirmou que vai impetrar um habeas corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça) para restabelecer a decisão da primeira instância e garantir a liberdade de seu cliente.

Ele é réu na ação que julga a suspeita de que a empresa integra um esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) investigado na operação Fim da Linha.

Ubiratan estava solto desde janeiro, quando a Justiça de São Paulo revogou sua prisão.

Ele havia sido preso pela última vez em abril do ano passado, após se entregar no 50º DP (Itaim Paulista), na zona leste da capital paulista. Naquela ocasião, a Justiça entendeu que ele havia descumprido uma ordem para se manter longe da empresa. Ele teria sido filmado em frente à garagem da UPBus.

O empresário se declara inocente das acusações de lavagem de dinheiro e organização criminosa, e a defesa dele alega que a medida cautelar não havia sido descumprida. Ubiratan também foi preso em duas ocasiões anteriores, em 2024, por descumprimento de ordens para que ele se afastasse da direção da empresa.

As investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público, apontam que membros do PCC colocaram dinheiro e veículos na UPBus para que a empresa conseguisse participar de uma licitação para o transporte coletivo paulista que exigia um valor mínimo de R$ 19 milhões.

O caso tramita em segredo de Justiça.