Polícia faz operação contra Diabo Loiro por suspeita de lavagem de dinheiro do PCC
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil de São Paulo e o Gaeco do (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), do Ministério Público, fazem operação nesta sexta-feira (8) contra Eduardo Magrini, conhecido como Diabo Loiro. Ele é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas do PCC (Primeiro Comando da Capital).
A reportagem tenta identificar a defesa dele.
Equipes do NECCOLD (Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro) do Deinter 2 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 2) cumprem 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga.
Segundo a investigação, Diabo Loiro, usava duas empresas em nome de laranjas, uma no ramo de transporte e outra no ramo de rodeio, para movimentar os valores provenientes do crime e dar aparência de legalidade aos recursos.
Ele usa as redes sociais para ostentar patrimônio milionário, sendo possível estabelecer o seu vínculo com as empresas em questão, diz a Operação, batizada de Caronte.
O filho dele, Mateus Magrini, também é investigado e é um dos alvos de busca e apreensão, sendo suspeito de movimentar recursos ilícitos por meio de empresa do ramo musical.
As investigações contra Diabo Loiro por lavagem de dinheiro ocorrem desde 2016 e se intensificaram após análise de dados fiscais, bancários e demais informações fornecidas por órgãos fiscalizatórios, que permitiram identificar movimentação incompatível com as rendas declaradas pelos alvos.
A Justiça bloqueou R$ 10 milhões das contas dos investigados, além de indisponibilizar veículos e outros bens em nome dos suspeitos.
No ano passado, Diabo Loiro foi preso preventivamente em investigação do Gaeco de Campinas, suspeito de envolvimento em um plano do PCC para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho.
Diabo Loiro é ex-padrastro de MC Ryan, preso na Operação Narco Fluxo da PF (Polícia Federal), em 15 de abril, sob suspeita de lavar dinheiro de jogos ilegais e do tráfico. O esquema teria movimentado R$ 1,6 bilhão.
Mateus Magrini está entre os presos da Operação Narco Fluxo da Polícia Federal, iniciada em abril.
Até o momento, foram apreendidos veículos, valores em espécies e cabeças de gado, incluindo o boi Império, terceiro colocado no ranking da CNAR (Confederação Nacional de Rodeio) de 2025.