Sob pressão de moradores, Sabesp eleva auxílio a afetados por explosão; valor será de R$ 5.000
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Sabesp anunciou nesta terça-feira (12) o aumento do auxílio emergencial pago às famílias atingidas pela explosão no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, de R$ 2.000 para R$ 5.000. O anúncio foi feito sob cobranças de moradores que aguardavam respostas sobre indenizações, moradia e a situação das casas destruídas pelo acidente.
"Todos aqueles que estão cadastrados receberão R$ 5.000. Quem já recebeu R$ 2.000 receberá mais R$ 3.000", afirmou Samanta Souza, diretora de relacionamento institucional e sustentabilidade da Sabesp.
Até o momento, 194 famílias foram cadastradas para receber o auxílio emergencial via Pix. Durante a entrevista coletiva, moradores interromperam as falas dos representantes das concessionárias e cobraram explicações sobre a explosão, além da demora na definição sobre retorno às casas e indenizações.
Questionada sobre as causas do acidente e relatos de moradores que afirmam ter alertado equipes sobre forte cheiro de gás antes da explosão, Samanta afirmou que a empresa aguarda o resultado da perícia. "Sabesp e Comgás trabalharam em conjunto em atendimento aos protocolos. Estamos aguardando o trabalho da perícia para entender de fato o que aconteceu", disse.
O diretor institucional e regulatório da Comgás, Bruno Dalcomo, afirmou que as empresas irão avaliar individualmente os danos causados em cada imóvel atingido. Segundo ele, algumas casas poderão ser reformadas, enquanto outras talvez precisem ser demolidas e reconstruídas.
"A abordagem precisa ser individualizada. Vamos entender se os imóveis precisam de reforma, recuperação ou reconstrução do zero", afirmou.
Dalcomo evitou comentar se a explosão foi causada pelo rompimento de uma tubulação de gás durante a obra realizada pela Sabesp. "Afirmar qualquer coisa nesse momento seria prematuro. As autoridades vão apurar as responsabilidades", disse.
A Defesa Civil informou que não há risco de novas explosões na região porque o fornecimento de gás foi interrompido após o acidente. O principal risco neste momento, de acordo com as autoridades, é o desabamento de estruturas comprometidas pela explosão.
"Não há mais vazamento de gás constatado. O risco agora é estrutural", afirmou o tenente Maxwel Souza, porta-voz da Defesa Civil estadual.
A explosão matou um homem identificado apenas como Alessandro, conhecido pelos moradores como Buiú. O corpo será levado para Minas Gerais a pedido da família, com custos pagos pelas empresas envolvidas, segundo a Defesa Civil.
Outros três homens ficaram feridos. Um deles segue internado em estado estável em um hospital de Osasco e demanda cuidados intensivos. Outro recebeu alta após atendimento no Hospital Universitário. Já o funcionário da Sabesp ferido no acidente permanece hospitalizado no HC.
Ao menos 46 imóveis foram atingidos pela explosão, sendo dez interditados. Cerca de 160 pessoas seguem desalojadas.