Defesa Civil libera retorno de moradores para 48 casas de rua próxima ao local da explosão em SP

Por BÁRBARA SÁ

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Moradores atingidos pela explosão no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, começaram a retornar para parte das casas interditadas após vistoria da Defesa Civil.

Das 52 residências avaliadas na rua acima da área onde ocorreu a explosão, 48 foram consideradas sem risco de desabamento e liberadas para retorno dos moradores nesta terça-feira (12). Esses imóveis ficam na rua Dr. José Benedito de Moraes Leme.

O anúncio foi feito pelo tenente Maxwel Souza, porta-voz da Defesa Civil estadual, cercado por moradores desalojados nesta tarde. Segundo ele, outras quatro residências seguem interditadas após análise técnica por apresentarem danos estruturais.

Outras interdições seguem vigentes na rua Piraúba, onde ocorreu a explosão, causando danos estruturais mais severos.

A Defesa Civil explicou que a área inicialmente interditada foi ampliada de forma preventiva logo após a explosão e começa agora a ser reduzida conforme o avanço das vistorias técnicas. As análises são feitas por engenheiros do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), da prefeitura de São Paulo e da Defesa Civil.

"Quando acontece um desastre como esse, a gente faz uma interdição preventiva e temporária para garantir a segurança de todos. Depois, vamos reduzindo conforme as avaliações", disse Maxwel.

De acordo com ele, os imóveis liberados ainda podem apresentar danos materiais, como vidros quebrados, eletrodomésticos danificados, rachaduras superficiais e problemas em forros e telhados. Nesses casos, as equipes continuam registrando os prejuízos para futuros processos de indenização.

Os moradores das quatro casas interditadas já receberam laudos e orientações das equipes técnicas. Parte deles permanece em hotéis ou na casa de familiares enquanto aguarda novas definições sobre os imóveis.

A perícia criminal segue concentrada na área mais atingida pela explosão, onde houve destruição de casas e a morte do segurança Alex Sandro Fernandes Nunes, 49.

Segundo o tenente, técnicos da Polícia Técnico-Científica utilizam equipamentos específicos para analisar o local e subsidiar o inquérito policial que irá apontar as causas da explosão e possíveis responsabilidades.

A Defesa Civil orientou os moradores a guardarem os documentos de interdição emitidos pelas equipes técnicas, já que os laudos devem ser usados posteriormente nos processos de indenização.