Sabesp e Comgás dizem que trabalhavam juntas em obra que causou explosão no Jaguaré, em SP

Por BÁRBARA SÁ

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Representantes da Sabesp e da Comgás afirmaram nesta quarta-feira (13) que as empresas compartilharam previamente mapas da rede subterrânea e atuavam em conjunto na obra onde ocorreu a explosão no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo. As concessionárias, porém, evitaram apontar responsabilidades pelo acidente que matou um homem e deixou dezenas de famílias desalojadas.

"As equipes da Sabesp e da Comgás atuavam aqui em parceria no local", afirmou Samanta Souza, diretora de relacionamento institucional e sustentabilidade da Sabesp, durante coletiva de imprensa no bairro.

Souza afirmou que as empresas seguiram protocolos técnicos previstos para obras em áreas com compartilhamento de redes subterrâneas.

"Existe um manual para atuar quando a gente tem compartilhamento de solo nas cidades. Nós cumprimos todo esse mapeamento. Fizemos o cadastro em conjunto, fizemos a marcação de solo, onde está uma rede, onde está a outra", declarou.

O diretor institucional e regulatório da Comgás, Bruno Dalcomo, também afirmou que as concessionárias alinham previamente informações técnicas antes de intervenções em áreas com tubulações subterrâneas.

"As empresas se alinham sempre antes de todas as operações. Quando há possibilidade de interferência, há um trabalho muito conjunto", afirmou.

Dalcomo evitou comentar se houve falha operacional ou erro no cumprimento dos protocolos durante a obra. As causas da explosão ainda dependem da conclusão das perícias realizadas pela Polícia Técnico-Científica, pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e pela agência reguladora.

"Alguma coisa deu errado apesar do cumprimento dos protocolos de segurança", afirmou. "Esse processo precisa ser levado com extrema seriedade."

Durante a coletiva, representantes das empresas reforçaram que a definição de responsabilidades ocorrerá apenas após a conclusão dos laudos técnicos e do inquérito policial.

"A Comgás e a Sabesp estão oferecendo absolutamente todas as informações para que o processo aconteça com a maior densidade e solidez possível", declarou Dalcomo.

A explosão matou o segurança Alex Sandro Fernandes Nunes, 49, e deixou outros três homens feridos. O pintor autônomo Francisco Bondemba da Silva, 57, segue internado após sofrer múltiplas fraturas. Segundo familiares, ele dormia no momento da explosão e foi arremessado para fora de casa.

O funcionário da Sabesp atingido no acidente passou por cirurgia após sofrer ferimentos na cabeça e permanece internado em estado estável, de acordo com as concessionárias.

As concessionárias afirmaram ainda que seguem atuando em conjunto na assistência às famílias atingidas, incluindo pagamento de auxílio emergencial, hospedagem temporária e reparos nos imóveis danificados.

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