Defesa Civil determina demolição de cinco casas após explosão no Jaguaré, em São Paulo

Por BÁRBARA SÁ

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Cinco imóveis atingidos pela explosão no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, terão de ser demolidos após avaliação estrutural da Defesa Civil e do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). Outras 14 casas seguem interditadas para reparos, enquanto 86 famílias já puderam retornar para casa.

O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (13) pelo tenente Maxwel Souza, porta-voz da Defesa Civil estadual, após uma força-tarefa que vistoriou 105 residências atingidas pela explosão que matou um homem e deixou dezenas de famílias desalojadas.

"Cinco residências foram interditadas definitivamente", afirmou o tenente. "Isso significa que esse imóvel vai ser demolido. Não há mais o que ser feito."

As vistorias começaram às 6h de terça-feira (12) e seguiram até a noite. Equipes da Defesa Civil estadual e municipal, do IPT e da Subprefeitura da Lapa percorreram casa por casa para avaliar riscos estruturais e definir quais imóveis poderiam voltar a ser habitados.

"Conseguimos 105 residências vistoriadas em cerca de 14 horas", afirmou Maxwel.

A Defesa Civil classificou os imóveis em três categorias: verde para residências liberadas; laranja para interdição cautelar com necessidade de reparos; e vermelha para imóveis condenados.

As 14 casas interditadas de forma cautelar precisarão passar por obras antes da liberação aos moradores.

"Pode ser uma viga que caiu, uma parede, um telhado. Assim que a reforma for feita, a engenharia retorna e faz uma nova vistoria", explicou o tenente.

Apesar da liberação de parte dos imóveis, muitas casas ainda apresentam danos materiais causados pela explosão.

"As casas que foram liberadas não significa que não têm dano", afirmou Maxwel. "TV quebrada, geladeira quebrada, sanca que caiu. Isso tudo vai ser recomposto e ressarcido."

Equipes das concessionárias começaram a entrar nos imóveis logo após as avaliações estruturais para registrar prejuízos e iniciar reparos emergenciais.

A explosão matou o segurança Alex Sandro Fernandes Nunes, 49. Outros três homens ficaram feridos. O pintor autônomo Francisco Bondemba da Silva, 57, segue internado após sofrer múltiplas fraturas. Um funcionário da Sabesp também permanece hospitalizado após passar por cirurgia na cabeça.

A Defesa Civil afirmou que as famílias dos imóveis condenados serão atendidas pelo governo estadual e pelas concessionárias responsáveis pela obra.