Gata prenha desaparecida após explosão no Jaguaré é reencontrada entre escombros

Por BÁRBARA SÁ

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O cantor e compositor Clarence Carter morreu nesta quinta-feira (14), aos 90 anos, vítima de pneumonia e septicemia ?complicações agravadas por um câncer de próstata em estágio avançado. A morte foi confirmada por Rodney Hall, presidente da Fame Studios, em Muscle Shoals, Alabama, onde Carter gravou grande parte de sua obra. Hall soube do morte por meio de Candi Staton, cantora gospel e ex-esposa do artista.

Com uma voz grave e expressiva, Carter foi um dos nomes mais marcantes do soul sulista dos anos 1960 e 1970. Nascido em 14 de janeiro de 1936, em Montgomery, Alabama, ele veio ao mundo cego. Formou-se em música pelo Alabama State College e construiu uma trajetória que atravessou o R&B, o soul, o rock e o pop, deixando uma marca profunda na história da música negra americana.

Sua carreira ganhou impulso com os singles "Step By Step" e "Tell Daddy", lançados no final da década de 1960, mas foi com "Slip Away" (1968) que Carter conquistou o grande público. A balada soul permanece, até hoje, um dos maiores exemplos da sonoridade produzida no Fame Studios.

Em 1970, Carter lançou "Patches", narrativa sobre pobreza e responsabilidade familiar que lhe rendeu uma indicação ao Grammy de melhor canção de R&B. A música cruzou fronteiras e chegou ao Brasil sob o nome "Marvin", regravada pelos Titãs ?tornando-se um dos maiores sucessos da banda paulistana. Ele também ficou conhecido por "Strokin'", sucesso de 1986.