Fim da escravidão aparece com frequência nos vestibulares; veja como o tema é cobrado
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Comemorado em 13 de maio, o fim da escravidão no Brasil completou 138 anos em 2026. A data remete à assinatura da Lei Áurea, em 1888, pela princesa Isabel, e marcou o encerramento formal de mais de três séculos de escravidão no país, o último das Américas a adotar a medida.
Na sala aula, o tema é um dos mais importantes nas aulas de história e segue frequente nos vestibulares e no Enem. As provas tratam de assuntos de diferentes disciplinas e cobram leitura de contexto histórico e interpretação de dados.
Apesar do marco legal, historiadores apontam que a abolição não foi acompanhada de políticas de inclusão para a população negra libertada. Sem acesso à terra, educação ou trabalho formal, ex-escravizados foram empurrados para condições precárias, o que ajuda a explicar desigualdades que persistem até hoje.
Nos vestibulares, o tema abrange o antes e o depois da Lei Áurea. As questões cobram leis anteriores e o papel de pressões sociais, econômicas e políticas no fim do regime. Outro ponto recorrente envolve dados demográficos. As bancas usam essas informações para discutir formas de obtenção da liberdade, como alforrias, e para evitar leituras simplificadas sobre o fim da escravidão.
Ao longo do tempo, o significado do 13 de maio passou por revisões. Movimentos negros criticam a ideia de "libertação concedida" e destacam o protagonismo de pessoas escravizadas, quilombolas e abolicionistas negros no processo.
Além da história, o assunto surge em sociologia e geografia, associado a debates sobre racismo e desigualdade. Em língua portuguesa, aparece em exercícios de interpretação de textos acadêmicos ou jornalísticos sobre o período.