GCM morta em assalto em SP teve celular vendido por R$ 150 e arma por R$ 8.000, aponta investigação
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A 1ª Delegacia de Latrocínios do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) afirma ter esclarecido o roubo seguido de morte da guarda-civil metropolitana Sara Andrade dos Reis, 34, em 19 de abril. Os policiais afirmam ter como base a confissão de um dos envolvidos, mensagens de texto em um telefone apreendido e outras provas objetivas, como análise de câmeras.
Sara foi abordada por dois homens na alça de acesso da rodovia dos Imigrantes para o viaduto Matheus Torloni, na Água Funda, zona sul de São Paulo.
GCM Sandra Andrade dos Reis vítima de latrocínio (roubo seguido de morte) Guarda Civil Metropolitana no Instagram Mulher negra em uniforme policial azul escuro e boné, fazendo continência com a mão direita levantada à testa. Fundo com árvores em tons escuros. Imagem pequena **** Um adolescente de 17 anos foi apreendido nesta terça-feira, exatamente um mês após o crime, em cumprimento a um mandado de busca e apreensão expedido pela 2ª Vara Especial da Infância e Juventude. Conforme a Polícia Civil, ele confessou que conduzia a moto em que estava o responsável pelo tiro, identificado apenas como Feijuca, 25, e também preso.
O adolescente estava em um imóvel na Vila Clara, bairro às margens da rodovia. Ele estava com a mãe e a avó e não ofereceu resistência.
Conforme a Polícia Civil, ambos não apresentaram advogado.
Sara, que morava em Diadema, no ABC paulista, seguia para o trabalho no Jabaquara, mesma região em que foi assassinada. Ao ser abordada pelos ladrões, ela teria se desequilibrado da moto e caído. Nesse instante teve o celular roubado. Na sequência, a GCM teria colocado a mão na cintura, sendo baleada em seguida.
Feijuca já estava preso. Ele havia sido detido por policiais civis do 2º Cerco (Corpo Especial de Repressão ao Crime Organizado) por posse ilegal de arma de fogo durante as buscas pelos responsáveis pela morte de Sara. Ele já era considerado suspeito pelo tiro.
Os criminosos roubaram o celular e a arma de Sara. O aparelho telefônico foi vendido por R$ 150, sendo o valor dividido pela dupla. A pistola da GCM foi vendida por R$ 8.000, repartidos igualmente, de acordo com o delegado Clemente Calvo, do Deic.
A arma havia sido localizada por policiais do Cerco. O brasão da instituição estava raspado, mas as munições batiam com as adquiridas pela GCM. A pistola passa por perícia.
Antes da localização da arma, a Guarda Civil Metropolitana realizou diversas operações no bairro, o que, segundo a investigação, pode ter contribuído para a entrega da pistola.