Austrália enfrenta surto de difteria com quase 220 casos
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A Austrália enfrenta um surto de difteria com quase 220 casos, concentrados sobretudo no Território do Norte.
Quase todos os casos envolvem indígenas australianos. O ministro da Saúde, Mark Butler, disse que o governo prepara um pacote de apoio com mais vacinas e reforço de equipes, enquanto a maioria dos registros está no Território do Norte e na Austrália Ocidental.
O Território do Norte declarou surto em março. Os casos começaram a crescer em 2025 e se espalharam também por Austrália Ocidental, Austrália do Sul e Queensland, segundo o National Notifiable Disease Surveillance System, sistema nacional de vigilância de doenças notificáveis.
Uma morte suspeita por difteria ainda é investigada. Se confirmada, pode ser a primeira morte pela doença em quase uma década. Butler disse que cerca de 25% dos pacientes estão sendo hospitalizados e que o quadro pressiona hospitais do Território do Norte.
Especialistas alertam para falhas na imunização. Milena Dalton disse à AAP, agência de notícias australiana, que a doença continua rara na Austrália, mas pode voltar a circular rapidamente quando há queda na cobertura vacinal. A difteria se espalha pelo contato com tosse, espirro e objetos contaminados.
Difteria é uma doença transmissível e causada por bactéria que atinge amígdalas, faringe, laringe, nariz e (ocasionalmente) outras partes do corpo, como pele e mucosas. A principal forma de prevenção é por meio da vacina pentavalente.
Os sintomas incluem febre, dor de garganta e dificuldade para respirar. O serviço de saúde britânico informa que também pode surgir uma camada cinza-esbranquiçada na garganta, no nariz e na língua, além de inchaço nos gânglios do pescoço.