Motorista de escola é condenado a 135 anos por estupro de alunas em Colina (SP)

Por TOMÁS BRAGA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou, nesta quarta-feira (20), o motorista José Antonio Mamprim a 135 anos de prisão pelos crimes de estupro e estupro de vulnerável, em regime fechado. Segundo a investigação, os crimes ocorreram entre os anos de 2012 e 2025 no município de Colina, no interior de São Paulo.

Mamprim operava como motorista de uma escola pública havia 30 anos de forma terceirizada. Segundo a sentença, o réu é culpado da prática de estupro e "repetidos estupros de vulneráveis contra seis meninas, incluindo uma com deficiência".

A Folha não identificou a defesa atual dele. O caso está em segredo de Justiça.

O motorista está preso na Penitenciária 2 de Serra Azul desde novembro do ano passado e não poderá recorrer em liberdade.

De acordo com a denúncia oferecida pelo promotor Aluisio de Souza, o homem utilizava sua função como motorista para encontrar vítimas, elogiando os corpos de alunas e constantemente as abordando com descrições de atos sexuais.

Segundo a acusação, ele escolhia as vítimas antes de desembarcar os alunos e, sistematicamente, escolhia deixá-las em casa por último. E, após os outros passageiros desembarcarem, cometia os abusos contra as adolescentes.

Segundo a Promotoria, as vítimas recebiam ameaças de morte contra elas e seus familiares caso relatassem os atos para alguém.

O caso veio à tona quando uma das alunas revelou os episódios de abuso após apresentar sinais de automutilação devido aos acontecimentos.

De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a prisão temporária, que ocorreu em 14 de outubro do ano passado, foi devido à acusação de uma vítima identificada como sua sobrinha.