Caso Henry: Advogado de Jairinho infarta, mas julgamento é mantido
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Um dos advogados do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior (sem partido), conhecido como Jairinho, sofreu um infarto neste final de semana. Apesar disso, o julgamento do caso Henry Borel está mantido e previsto para às 9h desta segunda-feira (25).
Fabiano Lopes, 49, teve um infarto agudo do miocárdio na tarde de sábado (23). A informação foi dada ao UOL por outro membro da defesa, Rodrigo Faucz, que relatou que os profissionais da equipe estavam reunidos quando o incidente ocorreu.
O homem foi socorrido para o Hospital Glória D'Or e segue internado. Ainda conforme o colega, Lopes está com apenas 30% de capacidade cardíaca, além de comprometimento nos rins. Até ontem, ele tentava uma transferência de unidade hospitalar devido ao seu convênio.
O homem era o que estava há mais tempo no caso. Ele teria acompanhado desde o início as acusações contra Jairinho e atualmente coordenava os outros advogados.
Pedido de adiamento da sessão de hoje não foi feito à Justiça. "A gente acabou não fazendo o pedido de adiamento. Informalmente, conversei com a acusação, que falou que o infarto do coordenador da equipe, do mais antigo, não é motivo suficiente para adiar quando tem outros advogados", falou Faucz.
CASO HENRY BOREL SERÁ JULGADO CINCO ANOS APÓS MORTE DO MENINO
O julgamento começa às 9h no plenário do 2º Tribunal do Júri - Fórum Central da Capital. Sete jurados serão responsáveis por decidir se Jairo e Monique são culpados pela morte de Henry, que tinha 4 anos quando morreu, em março de 2021.
Os dois réus, o padrasto Jairo e a mãe Monique Medeiros, estão presos desde abril daquele ano. Monique chegou a deixar a prisão após a primeira tentativa de julgamento, em março deste ano, mas voltou a ser detida semanas depois, após decisão do STF.
Julgamento iniciado em março precisou ser adiado porque a defesa de Jairo abandonou o plenário. Na ocasião, os advogados alegaram não ter tido acesso completo ao conteúdo de um notebook usado por Leniel Borel, pai de Henry, que foi anexado ao processo.
O ex-vereador também tentou transferir o julgamento para outra cidade, alegando que a repercussão do caso comprometeria a imparcialidade dos jurados. O pedido dos advogados foi negado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, sob argumento de que o caso teve repercussão nacional e de que o réu deve ser julgado "no distrito da culpa", onde o possível crime ocorreu.
Apesar dos reveses, a defesa de Jairo conseguiu autorização para que uma testemunha considerada importante deponha. O Tribunal de Justiça do Rio deu aval para a participação de Miriam Santos Rabelo Costa, que acusa o pai de Henry de agressões e, supostamente, saberia de algo importante sobre o caso. Questionado sobre o assunto, Leniel disse que não poderia se pronunciar.