Brasil registra 42 mil homicídios em 2024

Por CLAUDINEI QUEIROZ

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Segundo a mais nova edição do Atlas da Violência, estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgado nesta terça-feira (26), o Brasil registrou 42.590 homicídios no ano de 2024.

O número representa uma taxa de 20,1 homicídios por 100 mil habitantes, o que mostra redução de 6,9% no número absoluto de mortes e de 7,4% na taxa em relação a 2023. No entanto, o estudo afirma que, com a piora na qualidade dos dados oficiais, é preciso analisar a estatística com cautela.

Essa determinação ocorre devido aos homicídios ocultos, que são as mortes violentas que, por falhas na identificação da motivação do óbito ou problemas no compartilhamento de informações entre as polícias e o sistema de saúde, acabaram registradas originalmente como mortes violentas por causa indeterminada.

Conforme os especialistas envolvidos no estudo, o avanço dessas mortes por causa indeterminada dificulta a identificação da dinâmica criminal em diferentes territórios e compromete o planejamento, o monitoramento e a avaliação de políticas públicas de segurança.

Entre 2023 e 2024, os homicídios ocultos aumentaram 88,6%, de 3.755 para 7.083, e a taxa passou de 1,8 para 3,3 a cada 100 mil habitantes. Com isso, os homicídios ocultos corresponderam a 14,3% dos homicídios estimados em 2024, contra 7,6% em 2023.

Durante o período entre 2014 e 2024, o país acumulou aproximadamente 55.212 homicídios ocultos, com uma média de 5.019 casos por ano.

Os números da lista abaixo são de homicídios registrados, portanto, oficiais. Confira a evolução dos números do seu estado desde 2020, ano da pandemia de Covid.

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Homicídios no país e por unidade da federação

Taxa por 100 mil habitantes e número total registrado

UF - Taxa 2023 - Total 2023 - Taxa 2024 - Total 2024

Brasil - 21,7 - 45.747 - 20,1 - 42.590

Acre - 25,4 - 217 - 20,2 - 174

Alagoas - 37,2 - 1.194 - 35,9 - 1.152

Amapá - 65,3 - 516 - 45,7 - 363

Amazonas - 38,1 - 1.555 - 32,2 - 1.326

Bahia - 44,7 - 6.616 - 40,9 - 6.061

Ceará - 32,6 - 2.992 - 34,3 - 3.163

Distrito Federal - 11,7 - 347 - 10,3 - 308

Espírito Santo - 82,5 - 1.161 - 26,0 - 1.064

Goiás - 21,8 - 1.583 - 18,4 - 1.354

Maranhão - 28,9 - 2.008 - 31,1 - 2.167

Mato Grosso - 29,6 - 1.105 - 29,1 - 1.102

Mato Grosso do Sul - 20,8 - 584 - 18,3 - 519

Minas Gerais - 13,2 - 2.795 - 12,8 - 2.731

Pará - 29,7 - 2.542 - 27,4 - 2.364

Paraíba - 26,3 - 1.079 - 25,7 - 1.058

Paraná - 18,9 - 2.214 - 18,6 - 2.194

Pernambuco - 39,1 - 3.697 - 37,3 - 3.534

Piauí - 21,5 - 725 - 20,6 - 697

Rio de Janeiro - 24,9 - 4.292 - 20,4 - 3.520

Rio Grande do Norte - 27,8 - 955 - 23,5 - 809

Rio Grande do Sul - 17,7 - 1.981 - 15,2 - 1.701

Rondônia - 32,0 - 552 - 30,3 - 525

Roraima - 36,0 - 219 - 27,8 - 174

Santa Catarina - 8,3 - 658 - 8,1 - 654

São Paulo - 6,6 - 3.043 - 6,6 - 3.041

Sergipe - 30,6 - 698 - 223,0 - 526

Tocantins - 27,0 - 419 - 19,8 - 309

Fontes: Atlas da Violência 2026; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e Fórum Brasileiro de Segurança Pública