Mulher empurrada de penhasco em Minas Gerais recebe alta hospitalar
BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - A mulher que sobreviveu após ser jogada de um penhasco na região metropolitana de Belo Horizonte recebeu alta hospitalar, segundo publicação feita pela filha dela nas redes sociais nesta quinta-feira (28).
Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, 41, deu entrada no hospital na última terça (26), após ser encontrada pelos bombeiros no Parque Estadual da Serra do Rola Moça após 24 horas de buscas.
Ela estava agarrada a um arbusto e não tinha graves lesões aparentes. Na foto divulgada pela filha, ela aparece com cortes nas regiões do nariz e das mãos.
O suspeito pelo crime, Silvanildo Amâncio de Araújo Santos, 52, ex-companheiro de Ana Cláudia, foi preso em Várzea da Palma, no norte de Minas Gerais, na manhã da terça. A prisão foi convertida em preventiva (sem prazo) nesta quarta-feira (27) e o caso foi enquadrado como tentativa de feminicídio.
Procurada, a advogada dele afirmou que ainda não teve acesso aos autos e, por essa razão, não irá se manifestar.
A vítima já possuía uma medida protetiva contra o ex desde 21 de maio, que foi citada entre as razões para a manutenção da prisão do suspeito.
"Tal circunstância reforça sobremaneira o perigo concreto gerado pelo estado de liberdade do autuado, pois evidencia que a resposta estatal anteriormente adotada para proteção da ofendida não teria sido suficiente para impedir a escalada da violência", escreveu a juíza Renata Nascimento Borges.
O suspeito aparece em um vídeo afirmando a um policial que empurrou a ex-mulher de um penhasco no Parque Estadual da Serra do Rola Moça. Também disse ter sido ameaçado e chamado de estuprador pela filha da vítima, enteada dele.
O homem afirmou ainda que desceu no penhasco para tentar buscar a vítima, mas não conseguiu porque ela estava longe. Ele admitiu também ter usado um canivete para ameaçá-la, segundo a polícia.
A vítima, que trabalha como diarista, seguia para o serviço quando foi interceptada pelo suspeito na parte da manhã.
Bombeiros e policiais usaram técnicas especializadas de resgate em área de difícil acesso e uma aeronave Arcanjo para retirá-la com segurança. Vinte militares participaram da operação.