Gestão Nunes quer conceder Praça Roosevelt, no centro de SP, à iniciativa privada por 20 anos

Por PRISCILA MENGUE

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Prefeitura de São Paulo pretende conceder a Praça Franklin Roosevelt à iniciativa privada, com contrato de 20 anos para a operação, gestão, manutenção, exploração comercial e "ativação sociocultural". O espaço é um dos mais frequentados do centro paulistano, inclusive à noite, pela proximidade de bares, teatros e da rua Augusta.

A gestão Ricardo Nunes (MDB) anunciou a abertura de consulta pública no Diário Oficial desta quarta-feira (3). A concessão abrange o chamado "Complexo Roosevelt", o que inclui um mirante na rua Augusta e intervenções na rua Gravataí, que liga a praça ao Parque Augusta. Segundo a minuta, o valor mínimo ofertado para a proposta comercial é de R$ 2,9 milhões.

Na praça, há um quiosque de alimentação e, no subsolo, área com mais de 600 vagas para carros, que poderiam servir de receita à iniciativa privada. A concessão do estacionamento é discutida pela prefeitura ao menos desde 2025.

Uma audiência pública virtual foi marcada para 17 de junho, uma quarta-feira, às 10h. As contribuições para a consulta deverão ser enviadas até 1º de julho, por meio de um formulário virtual, que deverá ser remetido a um email (sgmparcerias@prefeitura.sp.gov.br), diferentemente de outros procedimentos semelhantes, feitos por meio da plataforma Participe+.

Recentemente, outra proposta da prefeitura envolvendo a iniciativa privada tem gerado repercussão no entorno: a inclusão do Parque Augusta nos novos "polos gastronômicos" de parques municipais. A previsão é de instalação de um ponto de alimentação no local.

A praça foi inaugurada em 1970, como parte das obras de implantação da ligação Leste-Oeste. No ano passado, em 2025, a prefeitura remodelou 5.100 m² de áreas verdes do espaço, com plantio de mudas e outras intervenções.