Apóstolo Estevam Hernandes pede respeito a 'todas as diferenças e todas crenças' em Marcha para Jesus
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O apóstolo Estevam Hernandes iniciou nesta quinta (4) de Corpus Christi a Marcha para Jesus em São Paulo prometendo "colocar mais uma vez nossos pés nessa cidade" e explicando o lema que os guiam em 2026.
A Marcha chega à sua 34ª edição sob o tema "todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o Senhor". A escolha, segundo Hernandes, inspira-se no versículo em que Jesus prega: "Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura".
Hernandes disse ao público respeitar "todas as diferenças e todas as crenças", mas que haveria um "único caminho" a seguir: Jesus Cristo.
O líder da Renascer em Cristo, que trouxe a Marcha ao Brasil em 1993, deu o tom do dia antes mesmo do início oficial, marcado para as 10h. "O Senhor Deus Altíssimo é tremendo", reproduziu o salmo 47 às milhares de pessoas que já rodeavam o trio principal, batizado Bordoada pela empresa responsável.
Nada por acaso a presença política incha todo ano de eleição. A previsão é a de que a Marcha vire ponto de encontro de nomes de direita. Logo cedo, já estavam em um dos trios o pré-candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), além do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB).
Enquanto Flávio, Tarcísio e Nunes se aproximavam do trio, a massa de fiéis se ajoelhava a pedido do apóstolo para uma oração coletiva.
O presbiteriano André Mendonça, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), e o advogado-geral da União, Jorge Messias, repetirão a participação no ato evangélico. Presbítero batista, Messias voltará a representar o presidente Lula (PT) no evento. Será uma de suas primeiras aparições públicas desde que o Senado barrou sua nomeação ao STF, que tinha apoio tanto de Mendonça quanto do casal Hernandes.
A aglomeração de fiéis lotou o entorno das estações de metrô mais próximas na praça da Luz na concentração do evento. já começou pelo entorno, com as estações de metrô mais próximas lotadas. Na Luz, uma multidão encasacada pelo frio ou com as camisetas azuis da marcha deste ano deixava os vagões sozinhos ou em grupos, alguns com buzinas ou até entoando um "marcha pra Jesus" ou hinos gospel." Já começou aqui a marcha", disse uma senhora.
Alguns aproveitaram para fazer um registro antes da caminhada, após a saída da estação, como a dona de casa Flávia Gomides, 37, que estava com o marido, filhos e cunhados. Eles vão à Marcha desde 2002.
"É um ato de fé, uma conexão com Deus", aponta. "Quando eram pequenos, era mais difícil [trazer os filhos], agora eles até esperam essa data", conta. A família veio do Parque Bristol, na zona sul.
Ao longo do percurso, intercessores sinalizados com aventais brancos estavam para apoiar o público por meio de orações. A comerciária Eliane Santos, 54, segue esse chamado há dez anos. Ela veio de Santo André, na Grande São Paulo, com o marido.
"A intercessão é um passo principal na vida do cristão, e no evento também. Ora para que os céus estejam limpos, para que o senhor venha para cá, pelas famílias", descreve.
Segundo ela, a experiência é de gratidão. "A gente vê as pessoas chorando, orando."