Chuva incomum e ciclone atingem o Brasil: veja estados mais afetados
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Uma frente fria associada a um sistema de baixa pressão deve provocar chuva em parte do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte do Brasil nos próximos dias. Em algumas áreas, os acumulados podem chegar a 100 milímetros, segundo alertas e previsões divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Chuva alcança regiões normalmente secas neste período do ano. A instabilidade deve atingir Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rondônia, além do Distrito Federal. Outras áreas do país também podem sofrer instabilidades localizadas.
A previsão inclui chuva nas capitais do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Também estão incluídas cidades onde normalmente o mês de junho apresenta baixos índices de precipitação, como Brasília, Goiânia e Belo Horizonte.
Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê avanço da instabilidade. De acordo com o Informativo Meteorológico nº 23/2026 do Inmet, a passagem de uma frente fria entre os dias 11 e 13 de junho deve provocar chuva em áreas de São Paulo, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro.
O órgão também prevê chuva ao longo de toda a semana na Região Sul. Segundo o comunicado, áreas de instabilidade e a passagem de sucessivas frentes frias devem favorecer acumulados expressivos, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os volumes podem alcançar 150 milímetros em setores do noroeste do estado.
No Centro-Oeste, a previsão indica chuva mais irregular, diz o Inmet. Ainda assim, a passagem da frente fria e o avanço da umidade podem provocar chuva em áreas de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, enquanto Goiás e o Distrito Federal tendem a registrar condições mais estáveis ao longo da maior parte do período. Já no Norte, especificamente em Rondônia, deve haver chuva isolada, com acumulados de até 40 milímetros ao longo da semana.
Alerta para chuva forte e ventania em três estados. Além da previsão semanal, o Inmet emitiu um alerta laranja de perigo para áreas do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira (11). O aviso prevê chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou até 100 milímetros ao longo do dia, além de ventos entre 60 km/h e 100 km/h e possibilidade de queda de granizo. Segundo o instituto, as condições aumentam o risco de corte de energia elétrica, queda de árvores, danos em plantações e alagamentos em áreas vulneráveis.
A MetSul Meteorologia também avalia que alguns pontos podem registrar acumulados superiores a 100 milímetros. A empresa destaca que os maiores volumes tendem a se concentrar entre Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo, embora Minas Gerais também possa ter temporais isolados com chuva forte em algumas regiões.
A instabilidade ganha força entre quinta (11) e sexta-feira (12) no Sul do país. De acordo com o boletim meteorológico da Defesa Civil de Santa Catarina, isso ocorre devido à atuação de uma frente fria associada a um sistema de baixa pressão.
Sistema deve se intensificar sobre o oceano, dando origem a um ciclone extratropical próximo à costa da Região Sul. A expectativa, segundo a entidade catarinense, é de temporais acompanhados por raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo em diversas áreas do estado. A Defesa Civil alerta para risco moderado a pontualmente alto de ocorrências relacionadas a destelhamentos, danos à rede elétrica, queda de galhos e árvores e alagamentos pontuais.
Tempo melhora no fim de semana em Santa Catarina. A tendência é de redução da instabilidade a partir de sábado (13), com o avanço de um sistema de alta pressão. Segundo a Defesa Civil estadual, o tempo deve permanecer firme durante o fim de semana na maior parte do estado. Já no início da próxima semana, o destaque passa a ser o retorno do frio mais intenso, com condições favoráveis para formação de geada em diversas regiões catarinenses.
Evento considerado atípico. De acordo com a MetSul, mesmo locais que não atinjam volumes extremos poderão encerrar o período com índices muito acima da média climatológica para junho.