Pilotos de helicópteros que caíram no Rio eram experientes e instrutores de voo, diz prefeito
RIO DE JANEIRO, RJ E BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), afirmou que os pilotos dos dois helicópteros que caíram neste domingo (14) na zona sudoeste da cidade eram experientes e instrutores de voo.
A suspeita inicial das autoridades é de que as duas aeronaves estavam indo na mesma direção e se chocaram no ar. Elas caíram no pátio de uma concessionária e deixaram seis mortos.
"Estamos falando de dois pilotos muito experientes, com muitas horas de voo, com uma longa carreira. Inclusive os dois instrutores de formação de outros pilotos. Então [foi] uma fatalidade, uma tragédia", disse Cavaliere em frente ao local do acidente.
O prefeito não divulgou a identidade das vítimas, mas disse que as famílias foram avisadas e que quatro corpos foram levadas ao IML (Instituto Médico Legal).
Ele também disse que ao menos um estrangeiro estava no helicóptero que transportava cinco pessoas e ia para Angra dos Reis.
A outra aeronave, onde estava apenas o piloto, havia decolado do aeroporto Santos Dumont e tinha como destino a região serrana para buscar passageiros.
Cavaliere confirmou que não se tratavam de voos turísticos ou panorâmicos e que a investigação do acidente cabe às autoridades competentes, como o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).
O delegado Alan Luxardo, da Polícia Civil, afirmou que, inicialmente, todas as vítimas são homens.
"Houve uma colisão no ar e as aeronaves vieram ao chão", afirmou ele em entrevista à GloboNews. "Estamos apurando a causa, a princípio parece que houve uma falha humana."
Os helicópteros envolvidos no acidente têm as matrículas PP-MAC e PR-DJJ, segundo a FAB. As duas têm situação normal de aeronavegabilidade e não estão autorizadas a operar com táxi aéreo.
A aeronave de prefixo PP-MAC é um Bell 206B, de 1999.
A outra, PR-DJJ, é um modelo AS 350 B2, de 2012.