Helicópteros passam muito próximos um do outro, diz moradora após acidente com aeronaves no Rio
RIO DE JANEIRO, RJ E BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - A aposentada Jeane Canivello, 62, afirmou que helicópteros costumam voar muito próximos uns dos outros na região do Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, onde uma colisão entre duas aeronaves matou seis pessoas neste domingo (14).
"Aproveitando para falar para as autoridades que tem muitas casas aqui, muitos moradores. Isso aí poderia ter caído num prédio aqui", disse ela, em frente ao local do acidente.
Segundo ela, o tráfego de aeronaves é frequente na região. "Toda hora passa um helicóptero para lá e para cá, e passa muito próximo ao outro. Ontem [sábado] mesmo, antes disso acontecer, foi um do ladinho do outro", afirmou.
Jeane, que mora no entorno do local, relatou ter ouvido uma explosão no momento do acidente, na manhã deste domingo. Inicialmente, ela disse ter acreditado que o barulho tivesse sido provocado por uma batida envolvendo um caminhão.
"Achei esquisito lá em casa. E, quando fui olhar, tinha uma fumaça preta, mas, como tem muitas queimadas por ali, eu não me dei conta que poderia ter sido isso [acidente]. Depois é que soube dessa fatalidade", afirmou.
A colisão ocorreu na avenida das Américas. Os dois helicópteros caíram no pátio de uma concessionária de veículos da BYD.
Todas as seis vítimas eram tripulantes das aeronaves. Cinco estavam em um helicóptero que seguia para Angra dos Reis e havia acabado de decolar. No outro, que havia saído do aeroporto Santos Dumont e se dirigia para a região serrana, estava apenas o piloto.
Conforme o Corpo de Bombeiros, uma das aeronaves atingiu cerca de 20 veículos no local. Peças foram encontradas a centenas de metros da área da queda.
A FAB (Força Aérea Brasileira) afirmou que investigadores do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) foram acionados para investigar as causas do acidente.