Velório de vítima de colisão de helicópteros no RJ é marcado por tristeza e indignação

Por BRUNA FANTTI

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - "A família está destroçada. Eu quero saber o que aconteceu". A declaração de Eduardo Corrêa, tio do produtor musical Lucas Brito Chaves Frota, resumiu o clima de tristeza e indignação no velório do jovem, realizado nesta segunda-feira (15), no cemitério Memorial do Carmo, na zona norte do Rio de Janeiro.

Sob comoção de familiares, amigos e autoridades, o corpo de Lucas Frota, 26, será cremado ainda nesta tarde. O velório ocorre em ambiente de consternação, com reforço de segurança e presença de representantes do Judiciário e do governo estadual.

Lucas é a primeira vítima acidente aéreo entre dois helicópteros a ser velada. Ele é enteado do desembargador Elton Leme e filho da advogada e ex-desembargadora do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) Cristiane Frota.

Entre as autoridades presentes estão o governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, e o presidente do TRE-RJ, desembargador Cláudio de Mello Tavares, que prestam solidariedade aos familiares.

Em nota, a Amaerj (Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro) lamentou a morte do jovem e manifestou apoio à família diante da tragédia.

Produtor musical e DJ, Lucas morava nos Estados Unidos e integrava a equipe do cantor norte-americano Oliver Tree, que também morreu no acidente.

Em 11 de abril, ele compartilhou nas redes sociais imagens em estúdio ao lado do artista e brincou sobre uma possível parceria musical: "Fiz Oliver Tree cantar forró e ele disse que lança se os brasileiros viralizarem". As circunstâncias da colisão continuam sendo investigadas.

O delegado Alan Luxardo informou que foi realizada uma perícia complementar nesta segunda-feira na área dos destroços, que ficaram espalhados por um raio de cerca de cem metros.

"Vamos continuar com as oitivas, busca de imagens e verificar o trajeto, o corredor aéreo que as aeronaves estavam fazendo. E apuramos ou uma falha humana ou técnica", afirmou o delegado.

Além da Polícia Civil, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) também conduz as investigações para esclarecer as causas da colisão que deixou seis mortos.