Operação mira membros da facção Tren de Aragua que atuam no Brasil
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil de Roraima faz operação nesta terça-feira (16) contra suspeitos ligados à facção venezuelana Tren de Aragua em seis estados. Segundo a investigação, o grupo atuava no tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e fornecimento de armamento para o Comando Vermelho.
Batizada de Operação Rota do Norte, a ofensiva ocorre simultaneamente em Roraima, Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. São cumpridos 25 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão.
Até a publicação deste texto, não havia sido divulgado o balanço de prisões e apreensões.
De acordo a investigação da Draco (Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas Organizadas), o grupo ocupa uma posição estratégica no abastecimento de armamentos destinados a organizações criminosas em diferentes regiões do país.
Entre as armas movimentadas pelo esquema estariam fuzis, metralhadoras calibre .50 e lança-granadas.
Integrantes do núcleo investigado forneciam armamentos para membros do Comando Vermelho nos estados do Amazonas e do Rio de Janeiro.
A operação tem como alvo os braços operacional e financeiro da organização criminosa. A polícia afirma que a ofensiva busca interromper fluxos ligados ao tráfico de drogas, à circulação ilegal de armas e à movimentação de recursos obtidos com atividades criminosas.
Fundada em uma prisão da Venezuela, a Tren de Aragua expandiu sua atuação para diferentes países da América Latina.
O grupo é apontado por autoridades de segurança como responsável por crimes como tráfico de drogas, tráfico de pessoas, extorsão, sequestro e mineração ilegal.
A operação conta com apoio da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
LÍDER FOI MORTO EM AÇÃO DOS EUA
O líder da organização criminosa Tren de Aragua, Héctor Rusthenford Guerrero Flores, 42, conhecido como Niño Guerrero, foi morto em uma operação norte-americana na Venezuela na sexta-feira (12). A ação foi anunciada pelo presidente Donald Trump e autoridades venezuelanas.
Nascido na cidade de Maracay, a cerca de 100 km de Caracas, Niño Guerra, começou a praticar crimes ainda adolescente. Em 2010, já respondia por roubos, assassinatos e sequestros. Foi então preso na penitenciária de Tocorón, no estado de Aragua, de onde fugiu, mas dois anos depois foi recapturado.
Dentro da prisão venezuelana, fundou o Tren de Aragua, que se tornaria um dos grupos criminosos mais poderosos da América Latina. Em 2025, o governo Trump a classificou de "organização terrorista".