Passageira é atacada por homem no metrô de São Paulo e tem o maxilar quebrado
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma jovem foi atacada por um homem na estação Parada Inglesa, da linha 1-azul do metrô de São Paulo. Larissa Raudemberg, 24, teve o maxilar quebrado por causa das agressões, segundo familiar.
O ataque ocorreu na noite de segunda-feira (15), por volta das 19h, na estação que fica na avenida Luiz Dumont Villares, no Tucuruvi, zona norte da capital paulista.
"Ela estava voltando do trabalho. Quando foi subir a escada da Parada Inglesa, tinha um cara pegando latinha no lixo e falando sozinho. Ele virou e chutou a amiga dela. Depois chutou minha filha na barriga. Ela caiu e ele chutou a cara dela várias vezes", contou o motorista Paulo Raudemberg, pai de Larissa.
Paulo disse que a filha foi jogada contra uma composição que estava chegando.
Larissa foi amparada por pessoas que estavam na estação e foi levada por agentes do metrô ao pronto-socorro do Mandaqui.
"Ela fez tomografia e raio-X e graças a Deus não teve hemorragia, mas o cara quebrou o maxilar dela. Acabou com o rosto dela. O médico disse que não precisa de cirurgia, mas vou levá-la em outro hospital, em São Bernardo do Campo", disse o motorista.
Ele relatou que a filha não costuma pegar o transporte da estação Parada Inglesa, mas que no dia um colega de trabalho deu carona até lá.
O pai reclamou de suposta falta de segurança no metrô e disse que vai processar a companhia.
"Não tinha segurança. O pessoal ali que acudiu ela e só depois o pessoal do metrô prendeu ele [o agressor]", afirmou.
Em nota, o Metrô não comentou o possível processo.
"O Metrô lamenta o ocorrido, reforça que seus funcionários atuaram prontamente para garantir o atendimento à vítima e a segurança dos demais passageiros e está à disposição das autoridades para colaborar com a investigação", afirmou a nota.
A SSP (Secretaria da Segurança Pública do estado) afirmou que o agressor foi identificado, detido e liberado. O caso foi registrado como lesão corporal e vias de fato no 73º DP (Jaçanã).
"A vítima foi orientada sobre o prazo para representação criminal, por se tratar de crime de ação penal condicionada, conforme a legislação vigente", afirmou a pasta da segurança.
"Fiquei sabendo, há pouco, que já liberaram o cara na delegacia, um agressor desse. Acabou com o rosto da minha filha. Olha o trauma que fica. Ela fica perguntando o que ela fez [para ser agredida]. Ela não merecia passar por isso", afirmou o pai.