Adolescente de 14 anos é morta em Foz do Iguaçu (PR), e amigo de 18 é preso sob suspeita do crime
CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - Um homem de 18 anos foi preso nesta quarta-feira (17), em Foz do Iguaçu (PR), sob suspeita de matar a adolescente Iasmyn Eckhardt da Silva, 14. Familiares da vítima contam que ela o considerava um amigo. O crime ocorreu no domingo (14).
O nome do suspeito não foi divulgado pela Polícia Civil do Paraná nem de seu defensor. A reportagem ainda tenta identificar sua defesa.
Segundo a polícia, ele teria confessado o crime durante interrogatório. O delegado afirmou que ele teria admitido ter usado tijolos para bater na nuca e na cabeça dela.
O corpo da adolescente foi encontrado em um terreno baldio, aos fundos de uma borracharia, no bairro Portal.
"Imagens de câmeras de monitoramento registraram o momento em que a adolescente chegou ao local acompanhada de um indivíduo, posteriormente identificado e reconhecido pelos familiares da vítima como sendo um amigo próximo", disse o delegado Marcelo Pereira Dias.
Aos policiais, ele disse que agiu sozinho e que a matou porque acreditava que ela estaria armando uma emboscada para ele, versão rebatida pelos familiares da vítima.
Tia da Iasmyn, Zani Rotela publicou um vídeo em uma rede social nesta quarta em que pede por justiça. "Eles eram amigos. Frequentava a casa da mãe dela. Ela tinha confiança nele. Esta história de que a Iasmyn estava 'formando uma casinha' para ele é mentira. Não existe isso", afirmou ela.
"Ele mandou mensagem [na noite de domingo] pedindo ajuda dela para recuperar uma moto que supostamente tinha estragado e ele tinha deixado no meio do mato. E ela prontamente foi ajudá-lo. Mas ela foi brutalmente assassinada", disse a tia.
A polícia ainda investiga se houve violência sexual, o que o suspeito de assassinato nega.
O homem morava com a irmã e o cunhado e, na residência, foram encontrados o celular de Iasmyn e um par de chinelos dela. A polícia também apreendeu roupas dele com vestígios de sangue.
"As diligências continuam com o objetivo de obter novos elementos informativos. A equipe policial trabalha na reconstituição dos itinerários percorridos pelo autor e pela vítima, tanto antes quanto após o crime, e aguarda resultados periciais", disse o delegado.
A partir da prisão, a polícia tem dez dias para concluir o inquérito.