Motoristas de ônibus entram no segundo dia de greve no Rio
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os moradores do Rio de Janeiro enfrentam longas filas e ônibus lotados nesta terça-feira (30), no segundo dia da greve de motoristas. A paralisação foi mantida ao menos até a audiência de conciliação marcada para 11h no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), com expectativa de negociação.
Em uma publicação nas redes sociais, o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) pediu para os passageiros darem preferência aos deslocamentos por metrô, trens e barcas, conforme orientação do COR (Centro de Operações de Resiliência).
Segundo ele, esses serviços são alternativas para a população circular pela cidade.
A TrensRJ informou que ao longo do dia serão disponibilizadas 30 viagens extras além da grade convencional, com redução dos intervalos entre trens nos horários de maior demanda, principalmente nos períodos da manhã e tarde. O objetivo é ampliar a capacidade de atendimento aos passageiros.
Por determinação judicial, as empresas de ônibus precisam manter no mínimo 50% da frota e do sistema BRT em circulação durante a greve.
Na segunda (29), muitas pessoas recorreram a vans, carros por aplicativo, trens e metrô para os deslocamentos.
A UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) informou que estudantes e servidores afetados pela greve poderão justificar as ausências e recomendou o adiamento de avaliações.
Os trabalhadores pedem piso salarial de R$ 4.000, 17% de reajuste, fim dos contratos temporários na Mobi-Rio (empresa de transporte ligada à prefeitura) e contratação pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), com vale-alimentação de R$ 1.000, plano de saúde e odontológico.
ÔNIBUS SÃO DEPREDADOS
Segundo a Rio Ônibus, 40 veículos foram vandalizados por grevistas na madrugada e no início da manhã desta segunda. A entidade que representa as empresas diz que 1.250 veículos circulam normalmente na cidade na manhã desta terça e não foram registrados novos casos de vandalismo.
Em nota, afirmou ainda que todas as garagens permanecem com as portas abertas para que os rodoviários coloquem os ônibus nas ruas.
"Os consórcios reforçam o apelo para que todos os motoristas e rodoviários compareçam às suas garagens, cumprindo a decisão judicial que determina a operação de pelo menos 50% da frota, de modo que a circulação de ônibus seja normalizada o quanto antes, em benefício da população carioca.", disse a entidade patronal.