Tarcísio desiste de conceder para a iniciativa privada a linha 17-ouro do Metrô de SP

Por FÁBIO PESCARINI

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que deve retirar a concessão da linha 17-ouro e deixar a gestão do ramal com o Metrô.

Após quebra de contrato com o consórcio anterior, o governo de São Paulo passou a gestão da linha para a ViaMobilidade, do grupo Motiva, ainda durante as obras do monotrilho, que levou o metrô ao aeroporto de Congonhas.

A linha foi inaugurada em 31 de maio, em processo de operação assistida, em horário reduzido, mas ainda sobre controle do Metrô.

"Isso é uma tendência que já está em estudo hoje. De manter com o Metrô, que já está fazendo isso bem", afirmou Tarcísio, ao ser questionado pela Folha de S.Paulo se a ViaMobilidade iria assumir o controle total da linha em outubro, quando começa a operação plena, com horário de funcionamento das 4h40 à meia-noite.

Durante evento de inauguração da estação Washington Luís, a última da primeira fase da linha 17-ouro, na manhã desta terça-feira (30), Tarcísio voltou a admitir que mudou os planos de passar as linhas do Metrô para a iniciativa privada

"A capacidade que a gente tem é de mudar de opinião", disse a jornalistas.

"A gente não concede algo por conceder. A realidade é que o Metrô está operando muito bem. Estou pensando é em expandir as linhas operadas pelo Metrô ", afirmou.

Sobre a desistência de passar a linha 17 para a ViaMobilidade, Tarcísio disse que pode compensar diferenças de reequilíbrio econômico-financeiro com a quebra de contrato em projetos de ampliação das linhas já operadas pela concessionária.

Segundo ele, o aditivo de contrato para expansão da linha 5-lilás do metrô, com mais duas estações até o Jardim Ângela (zona sul), está próximo de sair. Ele também citou projeto para ampliação da linha 9-esmeralda até Parelheiros, no externo sul da capital paulista.

"De um lado quero fazer novos investimentos nas linhas da ViaMobilidade, por outro lado me parece razoável que o Metrô continue operando [a linha 17]", afirmou. "Diria que é favorável ao estado porque essa linha é deficitária."