1º trecho da Linha 6-Laranja do Metrô de SP será inaugurado na quinta

Por Folhapress

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A inauguração do primeiro trecho da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo será entregue na quinta-feira (2( pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), segundo fontes do governo.

Seis das 15 estações previstas para a linha serão inauguradas. São elas: João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Sesc-Pompeia e Perdizes.

Nesta primeira fase, o acesso às estações será gratuito. A linha vai funcionar das 10h às 15h, de segunda a sexta-feira e haverá somente um trem por via, com intervalo estimado de 13 minutos.

A Água Branca tem integração com a estação da Linha 7-Rubi, da CPTM. Neste primeiro momento, no entanto, o passageiro pagará tarifa para embarcar na rede ferroviária.

A linha 6-Laranja, prevê conexão gratuita com a 4-Amarela e 1-Azul, mas abre sem esses acessos. As inaugurações das estações que ligarão o serviço às linhas de metrô não vão acontecer neste ano.

Outras duas estações devem inaugurar neste ano: Brasilândia e Itaberaba-Hospital Vila Penteado. O restante da linha só ficará pronto em 2027. Uma vez completa, a Linha 6-Laranja ligará a Estação Brasilândia até São Joaquim, conectando a zona norte ao centro da capital paulista -serão 15,3 quilômetros de extensão e 663 mil passageiros ao dia.

Inauguração ocorrerá a três meses da eleição, em que Tarcísio concorrerá a reeleição. Na condição de pré-candidato, o governador só pode participar de inauguração de obras até o dia 4 de julho.

MAIS DE DEZ ANOS DE OBRA

Linha foi lançada em 2008 pelo então governador José Serra (PSDB). A entrega do maior trecho estava prevista para 2012. No fim de 2013, o consórcio Move São Paulo -formado pelas construtoras Odebrecht, Queiroz Galvão, UTC Engenharia e um fundo financeiro- venceu a licitação para construir e operar o trecho. À época, foi o único a apresentar proposta.

Obras começaram com atraso, em abril de 2015, sob a gestão do governador Geraldo Alckmin (então PSDB). Na ocasião, ele declarou que a nova linha seria totalmente entregue até 2020. Em 2016, após a Operação Lava Jato -cujas investigações envolviam empresas do consórcio- o Move São Paulo alegou não ter dinheiro nem linha de crédito e abandonou o projeto. Com a obra parada, dois anos depois, em 2018, Alckmin anunciou o cancelamento do contrato.

No total, o projeto foi interrompido por quatro anos e só foi retomada em 2020, no governo de João Doria (então PSDB), com previsão de conclusão em outubro de 2025. O grupo espanhol Acciona comprou os direitos do consórcio Move São Paulo, o que evitou a necessidade de uma nova licitação.

Em 2022, já sob Tarcísio, houve uma nova interrupção em parte dos trabalhos, quando um cratera afundou o asfalto da Marginal Tietê. Na ocasião, a Acciona informou que ocorreu um rompimento de uma coletora de esgoto próximo ao VSE Aquinos, ponto onde estava o poço de ventilação e saída de emergência da futura linha.