Motoristas de ônibus do Rio mantêm greve após audiência sem acordo
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A greve dos motoristas de ônibus no Rio de Janeiro continuará após a audiência de conciliação realizada na manhã desta terça-feira (30) no TRT-1 (Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região). Sem acordo entre o sindicato dos rodoviários e o Rio Ônibus, que representa as empresas, a categoria decidiu manter a paralisação até que uma nova proposta seja apresentada.
Uma nova audiência de conciliação foi marcada para a próxima segunda-feira (6) no próprio TRT.
Durante assembleia realizada após a reunião, foi apresentada aos trabalhadores uma proposta de estado de greve, que previa a suspensão da paralisação e o retorno ao trabalho nesta quarta-feira (1º), sem desconto dos dias parados. A proposta, no entanto, foi rejeitada pela maioria da categoria, que optou pela continuidade da greve.
Na audiência, o Rio Ônibus manteve a oferta de reajuste salarial de 4,39% e informou que não apresentaria uma nova proposta, alegando dificuldades financeiras e redução dos subsídios destinados ao sistema de transporte.
O sindicato dos rodoviários, por sua vez, propôs um reajuste escalonado, com aumento de 8% imediato e outros 8,3% em novembro, totalizando os 17% reivindicados pela categoria. A proposta foi rejeitada pelas empresas, que solicitaram apenas uma trégua até a próxima audiência, sem apresentar novas concessões aos trabalhadores.
Sem consenso entre as partes, as negociações foram suspensas e a greve segue por tempo indeterminado.
Os rodoviários também reivindicam piso salarial de R$ 4.000, fim dos contratos temporários na Mobi-Rio, contratação pelo regime da CLT, vale-alimentação de R$ 1.000 e planos de saúde e odontológico.
A paralisação continua afetando a rotina dos passageiros. Em uma publicação nas redes sociais, o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) pediu para os usuários darem preferência aos deslocamentos por metrô, trens e barcas, conforme orientação do COR (Centro de Operações de Resiliência).
Por determinação judicial, ao menos 50% da frota de ônibus e do sistema BRT devem permanecer em circulação durante a greve.