MPMG denuncia dois homens por feminicídios de ex-companheiras em Santa Efigênia de Minas

Crimes ocorreram em junho e, segundo o Ministério Público, foram motivados pelo fim dos relacionamentos.

Por Redação

Ministério Público de Minas Gerais

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou dois homens acusados de matar as ex-companheiras em Santa Efigênia de Minas, no Vale do Rio Doce. Os crimes aconteceram nos dias 2 e 27 de junho e, conforme as investigações, foram motivados pela inconformidade dos suspeitos com o fim dos relacionamentos.

Os dois denunciados vão responder por feminicídio qualificado, praticado em contexto de violência doméstica e familiar, com as qualificadoras de meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas.

No primeiro caso, o casal havia convivido por cerca de nove anos. Segundo o MPMG, o suspeito perseguiu a ex-companheira pelas ruas da cidade após ela sair de casa para levar um dos filhos à escola. A mulher tentou fugir e buscou abrigo em um estabelecimento comercial, mas foi alcançada e morta a tiros.

De acordo com o Ministério Público, antes do crime a vítima já havia registrado um boletim de ocorrência por ameaças de morte e possuía medidas protetivas contra o ex-companheiro.

Após o assassinato, o homem foi localizado durante uma operação policial, confessou o crime e indicou onde havia escondido o revólver calibre .38 utilizado na ação, que foi apreendido. O MPMG também incluiu a qualificadora de perigo comum, por entender que os disparos colocaram outras pessoas em risco.

No segundo caso, a vítima havia mantido um relacionamento de 35 anos com o acusado. Conforme a denúncia, o homem foi até a residência da ex-companheira e a atacou com golpes de faca. A mulher ainda tentou fugir para a cozinha da casa, mas foi alcançada e morta.

Segundo o MPMG, o crime foi premeditado e praticado quando a vítima estava sozinha e sem possibilidade de defesa.

O Ministério Público informou ainda que, embora a prisão em flagrante do segundo acusado tenha sido convertida inicialmente em prisão domiciliar durante a audiência de custódia, a Justiça decretou posteriormente a prisão preventiva a pedido do órgão. O mandado foi cumprido nessa terça-feira (14).