ALMG ouve ex-subsecretária sobre contratos de R$870 milhões da Educação em Minas Gerais
Audiência nesta terça-feira (4) busca esclarecer contratos de materiais didáticos assinados em 2025 e investigados por suspeitas de irregularidades.
A Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza nesta terça-feira (4), às 10h, uma audiência pública para ouvir a ex-subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica, Kellen Silva Senra, sobre contratos de mais de R$870 milhões para compra de materiais didáticos firmados em dezembro de 2025. Os acordos são alvo de investigação por suspeitas de irregularidades e levaram, posteriormente, à exoneração do então secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares.
A audiência foi solicitada pela presidente da comissão, deputada Beatriz Cerqueira (PT), e será realizada no Plenarinho II da ALMG. O objetivo é obter esclarecimentos sobre a execução dos contratos nº 9.462.760, firmado com a empresa Fazer Educação Ltda., e nº 9.501.223, celebrado com o Consórcio Cdel-EBN, ambos destinados à aquisição de materiais didáticos para a rede estadual de ensino.
Segundo a deputada, Kellen Senra foi responsável pela condução dos contratos durante sua gestão na Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação Básica. A ex-gestora havia sido convocada para uma audiência anterior, marcada para o dia 8 de julho, mas informou que não compareceria por estar em férias-prêmio. Até o momento, ela ainda não confirmou presença na nova reunião.
Beatriz Cerqueira afirma que a audiência busca esclarecer a sequência dos atos relacionados ao contrato investigado pela Controladoria-Geral do Estado (CGE). De acordo com a parlamentar, a CGE recebeu, em 16 de dezembro de 2025, uma denúncia sobre possíveis irregularidades; mesmo assim, o contrato foi assinado em 23 de dezembro e, seis dias depois, em 29 de dezembro, foi efetuado o pagamento da primeira parcela, no valor de R$172 milhões.
Para a deputada, é necessário entender por que o processo de contratação e pagamento teve continuidade mesmo após o registro das suspeitas, além de esclarecer a atuação da ex-subsecretária na condução dos contratos.