UEMG não prevê quando começará nomeação de aprovados em concurso
Governo de Minas ainda analisa 178 vagas e afirma que definição depende de questões financeiras e das restrições do período eleitoral.
A nomeação dos aprovados no concurso público da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) ainda não tem data para começar. Segundo o Governo de Minas, as 178 vagas previstas no edital estão em análise e a definição depende do Comitê de Orçamento e Finanças (Cofin), além de questões relacionadas ao período eleitoral e à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A situação foi discutida nesta terça-feira (18), em audiência da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
O resultado final do concurso foi homologado em junho. Desde então, os aprovados cobram do Estado informações sobre o início das nomeações. De acordo com o subsecretário de Gestão de Pessoas da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Caio Campos, ainda não há um cronograma definido e a análise não deve ser concluída no curto prazo.
Das 178 vagas oferecidas, seis não serão preenchidas porque não houve candidatos aprovados. Das 172 restantes, 20 serão ocupadas por servidores que atualmente trabalham como temporários e ficaram em primeiro lugar no concurso. Outras 60 vagas poderão ser preenchidas de imediato, enquanto 92 dependem da rescisão de contratos temporários.
Essa última etapa enfrenta uma restrição da legislação eleitoral, que impede a rescisão de determinados contratos temporários nos três meses que antecedem as eleições e até a posse dos eleitos, segundo o representante do governo.
Uemg tem 23 mil alunos e 632 servidores
Durante a audiência, o reitor da Uemg, Vinicius de Abreu D’Avila, apresentou dados sobre o quadro de servidores técnico-administrativos da universidade. Atualmente, a instituição atende cerca de 23 mil estudantes em 22 unidades distribuídas por 19 cidades, além de manter 27 polos de educação a distância. Para isso, conta com 632 servidores.
Segundo o reitor, a proporção é de aproximadamente 54 estudantes para cada servidor administrativo. Entre os 284 analistas universitários, apenas 30 são efetivos, enquanto 254 trabalham como temporários. No caso dos técnicos universitários, são 48 efetivos e 124 temporários.
O concurso ofereceu 99 vagas para analistas de nível superior e 79 para técnicos de ensino médio. Com a homologação, a expectativa é que a proporção entre servidores efetivos e temporários se aproxime de 50% para cada grupo.
Aprovados cobram cronograma
Os candidatos aprovados formaram uma comissão para acompanhar o processo de nomeação. Durante a audiência, integrantes do grupo relataram a expectativa pela convocação e cobraram uma previsão do governo.
Pedro Paulo Borboran, que trabalha há seis anos em um cargo temporário na unidade da Uemg em Passos, afirmou que aguarda a nomeação para assumir uma vaga efetiva como analista.
Já Angélica Fátima de Barros relatou estar desempregada enquanto aguarda uma definição sobre o concurso. Representando a comissão de aprovados, Marilia Cynttya Alexandre Silva entregou à deputada Beatriz Cerqueira um relatório sobre a situação dos contratos temporários na universidade.
Após a audiência, Beatriz Cerqueira afirmou que pretende encaminhar ao Ministério Público de Minas Gerais um pedido para a criação de uma mesa de mediação, com o objetivo de discutir um cronograma para as nomeações diante das restrições apresentadas pelo governo.