Homem é condenado a 65 anos de prisão por feminicídio, estupro e ocultação de cadáver em Minas Gerais
Crime ocorreu em fevereiro, em Juatuba; réu também deverá pagar R$ 100 mil à família da vítima por danos morais.
Um homem de 43 anos foi condenado a 65 anos e oito meses de prisão por feminicídio, estupro e ocultação de cadáver de uma estudante de psicologia, de 23 anos. A sentença foi proferida nesta quarta-feira (30), em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado, e o réu também foi condenado ao pagamento de R$100 mil à família da vítima por danos morais.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o crime ocorreu em fevereiro deste ano, no bairro Bela Vista, em uma área de mata. Réu e vítima não se conheciam. Após sair do trabalho, a jovem foi abordada enquanto seguia para um ponto de ônibus para retornar a Pará de Minas, onde morava.
Câmeras de segurança registraram, conforme o MPMG, o homem seguindo a vítima enquanto ela caminhava por um atalho em uma área de mata que dá acesso à BR-262. Em um trecho de mata densa, ele teria abordado a jovem com violência física. De acordo com a denúncia, ela tentou reagir, mas sofreu violência sexual.
Ainda conforme o MPMG, depois do estupro, o homem utilizou um cabo de carregador de notebook que estava com a vítima para estrangulá-la. Em seguida, teria escondido o corpo em uma canaleta de drenagem coberta pela vegetação.
O corpo foi encontrado no dia seguinte, após buscas realizadas por familiares, que utilizaram inclusive um drone.
Réu estava em prisão domiciliar
Na época do crime, o homem cumpria pena em prisão domiciliar por condenações anteriores que totalizavam 38 anos, 10 meses e 29 dias de reclusão. Entre os crimes estavam quatro condenações por roubo, três por estupro, além de furto e atentado violento ao pudor.
Segundo as informações do processo, ele havia cumprido 23 anos, 11 meses e 19 dias da pena e estava em liberdade desde 20 de dezembro de 2025.
Uma decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia absolvido o homem de uma acusação de tráfico de drogas e concedido a progressão de regime em um processo que tramitava em Patrocínio, no Alto Paranaíba. Como a comarca não tinha unidade prisional para presos do regime semiaberto, a pena foi convertida em prisão domiciliar.
O homem ainda responde a um processo por tentativa de estupro ocorrida em 2023. Segundo o MPMG, ele foi denunciado por esse crime em abril deste ano.
A promotora de Justiça Lohana Cavalcanti Costa atuou no julgamento pelo Ministério Público.